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Enel é multada em R$ 14 milhões por falhas no fornecimento de energia

Multa foi aplicada pelo Procon-SP e se refere a apagões de 2025

São Paulo|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Enel foi multada em R$ 14 milhões pelo Procon-SP devido a falhas no fornecimento de energia em setembro e dezembro de 2025.
  • As interrupções de energia afetaram moradores da Grande São Paulo, com reclamações de falta de serviço por mais de 48 horas.
  • Desde 2019, a Enel já recebeu nove autuações do Procon por problemas semelhantes, incluindo uma multa anterior de R$ 14,3 milhões em dezembro de 2022.
  • O governador de São Paulo e outros líderes estão solicitando à Aneel a caducidade do contrato de concessão da Enel devido às constantes falhas.

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Apagão em dezembro afetou 4,4 milhões de clientes, segundo empresa Paulo Pinto/Agência Brasil - 22/03/2024

A Enel, concessionária de energia que atende principalmente a região metropolitana de São Paulo, foi multada em R$ 14 milhões por falhas no fornecimento de energia elétrica ocorridas no final do ano passado. A multa foi aplicada pelo Procon-SP após o recebimento de diversas reclamações de clientes.

O Procon informou que a multa se refere a falhas ocorridas entre os dias 21 e 23 de setembro e 8 e 14 de dezembro, quando diversos moradores da Grande São Paulo reclamaram da falta de energia elétrica por um período superior a 48 horas .


Segundo o órgão, esse problema infringe o artigo 22 do Código de Defesa do Consumidor que afirma que concessionárias, empresas ou órgãos públicos “são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos”. Desde 2019, o Procon já autuou a Enel nove vezes.

Em dezembro do ano passado, a Enel já havia sido multado pelo Procon Paulistano, um órgão da prefeitura de São Paulo. A multa aplicada neste caso foi de R$ 14,3 milhões depois que milhões de consumidores da capital ficaram sem energia por causa da passagem de um ciclone extratropical ocorrido entre os dias 8 e 10 de dezembro.


Em razão das constantes falhas no fornecimento, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito da capital, Ricardo Nunes, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, se reuniram em meados de dezembro e anunciaram que levarão à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) um pedido de caducidade do contrato de concessão de distribuição que a Enel detém na capital paulista e em outros 23 municípios da região metropolitana.

Já no início deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a apuração de falhas da Enel e que fossem adotadas “medidas cabíveis e necessárias à plena garantia da prestação adequada, contínua e eficiente do serviço público de distribuição de energia elétrica” à população da região metropolitana de São Paulo.


Mais de 4 milhões foram afetados

Procurada pela Agência Brasil, a Enel ainda não se manifestou sobre a aplicação da multa pelo Procon-SP. Mais cedo, a empresa havia confirmado que 4,4 milhões de clientes foram afetados pela falta de energia na região metropolitana de São Paulo após a passagem de um ciclone extratropical em dezembro. Esse número, esclareceu a empresa, se refere “à soma de unidades afetadas ao longo de mais de 12 horas seguidas de ventos fortes”. Anteriormente, o número estimado de clientes afetados era de 2,2 milhões.

“À medida em que a empresa reconectava clientes desligados, outros eram impactados sucessivamente com a força do vendaval. A informação foi apurada pela própria companhia pós-evento climático. A distribuidora destaca que o volume de 2,2 milhões de clientes atingidos — divulgado durante a operação de restabelecimento de energia — corresponde ao pico de instalações interrompidas simultaneamente”, escreveu a empresa, em nota.

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