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Escola municipal de SP terá volta às aulas com parte do teto destruído

EMEI Tenente Paulo Alves está com teto destelhado em algumas salas desde dezembro do ano passado, depois que uma árvore atingiu a estrutura

São Paulo|Gabriel Croquer*, do R7

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Escola no dia 14 de janeiro, mais de um mês depois da queda da árvore
Escola no dia 14 de janeiro, mais de um mês depois da queda da árvore

Depois de ter parte do teto destruído por uma árvore no dia 10 de dezembro do ano passado, a EMEI Paulo Tenente Alves, na zona sul de São Paulo, deve voltar às aulas nesta quarta-feira (5) em condições precárias, segundo denunciam mães de crianças atendidas pela instituição de ensino. 

A unidade ainda está com parte do teto destruído, com três salas descobertas. Outras imagens, produzidas nesta terça-feira (4), mostram o pátio da escola alagado, por causa das fortes chuvas desta segunda (3) que vazaram pelas salas destelhadas. 


"Quem garante a segurança dos nossos filhos enquanto as chuvas acontecem e a escola estará funcionando nessas condições precárias, com salas improvisadas e sem nenhuma condição de trabalho pras professoras?" escreveu Flavia Lago, mãe de uma das alunas e membro do conselho escolar da EMEI Tenente Paulo Alves, em suas redes sociais.

A Diretoria Regional de Educação do Ipiranga afirmou que as salas comprometidas seguirão isoladas até a conclusão das obras (no prazo máximo de 120 dias), sem prejuízo das aulas, com devido atendimento aos 275 alunos da unidade (veja nota completa abaixo). 


Carta de uma mãe angustiada e uma nota de repúdio Hoje é dia 4 de fevereiro de 2020. Hoje é véspera do início das aulas...

Posted by Flavia Lago on Tuesday, February 4, 2020

Burocracia

As obras no local teriam sido autorizadas no local no dia 31 de dezembro, em publicação no Diário Oficial do Município. No dia 14 de janeiro, com a demora no conserto, mães atendidas pela escola entregaram carta à Diretoria Regional de Educação Ipiranga, pedindo por urgência. 


Flavia Lago, membro do conselho escolar da EMEI Tenente Paulo Alves, contou que houve uma reunião com a DRE no dia 21 do mesmo mês, onde a diretoria regional justificou a demora do conserto pela burocracia na secretaria municipal de Educação. 

"Existe um descaso da DRE de não levar isso muito adiante com a força que eles têm, enquanto órgão público e representante da escola. Eles não conseguiram fazer o reparo porque começou há praticamente uma semana. Agora eles iniciaram por conta da chuva, e estão aguardando as telhas chegarem", relatou Lago. 


As obras começaram efetivamente no dia 28 de janeiro, segundo Flavia. Antes, algumas árvores no interior da escola foram podadas, em pedido feito pela direção da escola ainda em fevereiro de 2018. Na época do acidente, a DRE Ipiranga previu que a obra seria encerrada ainda em janeiro. 

Outro lado

Em nota, a Diretoria Regional de Educação do Ipiranga afirmou que os 275 alunos da região serão "devidamente atendidos em outras seis salas". O órgão não deu previsão do término das obras no telhado. Veja a resposta completa:

A Diretoria Regional de Educação do Ipiranga esclarece que as aulas não estão comprometidas e os 275 alunos serão devidamente atendidos em outras 6 salas, no período da manhã e tarde. A reforma dos banheiros termina hoje (04), e as salas comprometidas seguem isoladas até a conclusão das obras, que de acordo com a Divisão de Obra – DIOB da Secretaria Municipal de Educação serão finalizadas no prazo máximo de 120 dias.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Ana Vinhas

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