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Estudantes de medicina exibem bandeira com apologia ao estupro em São Paulo

Faculdade Santa Marcelina abre investigação após alunos usarem frase de hino proibido em evento esportivo; caso pode violar lei estadual

São Paulo|Leticia Assis, da Agência RECORD


Estudantes da Faculdade de Medicina Santa Marcelina, em São Paulo, estão sob investigação após serem flagrados com uma bandeira contendo dizeres machistas e que fazem apologia ao estupro durante um evento esportivo no último sábado (15). O episódio ocorreu durante o Intercalo, uma competição entre calouros.

A bandeira exibia uma frase ofensiva às mulheres, fazendo referência a um antigo hino da faculdade, proibido desde 2017 devido ao seu conteúdo misógino e violento.

O texto na bandeira fazia alusão explícita a atos de violência sexual, promovendo uma cultura de estupro, segundo o Coletivo Feminista Francisca, que denunciou o caso à diretoria da instituição.

O hino em questão já havia sido proibido após uma queixa do mesmo grupo. Na nova denúncia, o coletivo enfatiza que praticamente todas as frases do hino banido fazem referência ao crime de estupro, sendo “extremamente violento” e degradante para as mulheres.


Em resposta ao ocorrido, a Faculdade Santa Marcelina informou que iniciou um procedimento de sindicância interna para apurar os fatos.

Segundo a instituição, os alunos envolvidos poderão enfrentar penalidades que variam de advertências verbais e escritas até suspensão ou expulsão, dependendo da gravidade da infração constatada. As identidades dos participantes do ato não foram divulgadas até o momento.

De acordo com o Coletivo Francisca, o incidente pode configurar violação da Lei Estadual n°18.013/2024, que proíbe trotes universitários abusivos, e do artigo 287 do Código Penal, que trata da apologia ao crime.

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