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Ex-prefeito de Santo André é denunciado por esquema de propina em licitação ambiental 

Aidan Ravin e outras nove pessoas foram denunciadas por atividades entre 2009 e 2012

São Paulo|Sylvia Albuquerque, do R7

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Aidan Ravin foi prefeito de Santo André de 2009 a 2012
Aidan Ravin foi prefeito de Santo André de 2009 a 2012

O Ministério Público de São Paulo denunciou o ex-prefeito de Santo André, Aidan Ravin (PSB), e outras nove pessoas por corrupção e formação de quadrilha após supostas cobranças de propina pelo Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) para liberação de licença ambiental para as empresas Estate Plan e Fratta, do ramo da construção civil. Aidan foi prefeito da cidade do ABC Paulista entre os anos de 2009 e 2012.

Segundo a denúncia, houve cobrança de R$ 300 mil para a liberação de uma das empresas. O promotor Roberto Weider Filho informou que Aidan nomeou informalmente o advogado Calixto Antonio Junior para fiscalizar os pagamentos. Essas duas empresas não chegaram a pagar o valor e acionaram o MP para denunciar o esquema.


— As duas empresas citadas no processo colaboraram com as investigações e conseguimos provar o crime, mas tivemos denúncias e indícios de pelo menos 15 empresas que foram alvo de cobrança de propina para liberação de licenças. Vamos ver agora se a Justiça acata nossa denúncia. Todo o processo corria legalmente, a propina era cobrada no fim dele.

O ex-prefeito negou as acusações e disse que a denúncia do Ministério Público é baseada apenas em declarações e que não existem provas contra ele. 


— Existem pessoas falando com pessoas que falam de mim. Só isso. Nada foi encontrado comigo, nas minhas contas. Sou médico concursado público há mais de 20 anos e exerci de forma honesta meus mandatos de vereador e de prefeito.

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Foram denunciados: Aidan Ravin: formação de quadrilha e duas corrupções; Angelo Pavin: formação de quadrilha, duas corrupções e uma falsidade ideológica; Antonio Calixto: corrupção e formação de quadrilha; Beto Torrado: formação de quadrilha e corrupção; Roberto Tokuzumi (ex-diretor do Semasa): corrupção; Dolvílio Ferrari (ex-adjunto da superintendência do Semasa): formação de quadrilha e corrupção; Eugênio Voltarelli Júnior: formação de quadrilha e corrupção; Antonio Feijó (ex- assessor no gabinete do então prefeito): formação de quadrilha e corrupção; Lineu Carlos Cunha Mattos (ex-coordenador jurídico da autarquia): formação de quadrilha; Carla Adriana Basseto da Silva (servidora pública): formação de quadrilha; Maicol Vizacri (servidor público): formação de quadrilha.

A denúncia do MP está baseada em escutas telefônicas e documentos apresentados pelas empresas denunciantes, além da confirmação por parte do próprio advogado Calixto, nomeado por Aidan. O promotor afirmou que outras instituições têm receio de denunciar por acreditar em uma possível punição. 

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