São Paulo Famílias protestam na Marginal Tietê contra reintegração de posse

Famílias protestam na Marginal Tietê contra reintegração de posse

Manifestação ocupa seis faixas da via e provoca mais de 3 km de trânsito, com lentidão desde a saída da Castelo Branco 

  • São Paulo | Rodrigo Balbino e Isabelle Gandolphi, da Agência Record

Dezenas de moradores protestam na Marginal Tietê por regularização de imóveis

Dezenas de moradores protestam na Marginal Tietê por regularização de imóveis

Reprodução Record TV

Dezenas de moradores de um prédio localizado na Marginal Tietê protestam próximo à Ponte dos Remédios, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (18). O protesto tem como objetivo pressionar a Prefeitura de São Paulo na regularização dos imóveis invadidos e impedir a reintegração de posse das casas.

A manifestação ocupa seis faixas da via e provoca mais de três quilômetros de trânsito, com lentidão desde a saída da Rodovia Castelo Branco até a chegada ao cebolão no acesso às marginais.

Os manifestantes fizeram barricadas com pneus para impedir a passagem dos veículos e chegaram a colocar um carrinho com um bebê para ajudar a inibir os motoristas a avançarem as barreiras.

A Polícia Militar foi acionada por volta de 6h38 para conter a manifestação contra reintegração de posse. Equipes estão no local para organizar o fluxo e garantir a segurança dos manifestantes e motoristas. Esta é a segunda manifestação realizada pelo grupo. A primeira foi há quase dois meses, no dia 26 de abril com a mesma pauta de reivindicação.

Na ocasião, a Prefeitura de São Paulo informou que um grupo de trabalho estava em tratativa com as lideranças do movimento com o objetivo de realocar as 181 famílias que ocupam os imóveis.

Por meio da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab), a prefeitura havia avisado as 181 famílias inscritas na fila de moradia própria e contempladas com as unidades habitacionais do conjunto Ponte dos Remédios que a entrega do empreendimento estava prevista para o mês de abril.

"A obra estava em fase de finalização, que permitiria a ligação de serviços de água e luz, além de acabamento. Com a invasão, em março, o cronograma não pôde ser cumprido. Conforme decisão da juíza de primeira instância, a reintegração de posse é necessária, pois as famílias que serão beneficiadas também são vitimas da pandemia e estão em situação de vulnerabilidade. Portanto, a prefeitura optou pela reintegração, pois resolverá de maneira definitiva a situação dessas pessoas", disse em nota a administração municipal.

"Desde 01 de março deste ano, o Núcleo de Solução de Conflitos da Sehab vem dialogando na tentativa de mediar a saída voluntária dos ocupantes, além de oferecer cadastro do grupo nos programas habitacionais do município."

De acordo com informações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o protesto conta com a presença de agentes para orientação dos motoristas. A delegacia que atende a área é o 91° Distrito Policial, da Leopoldina.

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