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Fraude envolveu offshores nos EUA, exportadora no Texas e envio bilionário ao exterior

Uma das principais operação internacionais evolveu a compra de uma exportadora em Huston, no Texas

São Paulo|Rafaela Soares, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Investigações revelam fraude envolvendo offshores nos EUA.
  • Uma exportadora localizada no Texas está implicada no esquema.
  • O esquema financeiro envolveu o envio de bilhões de reais ao exterior.
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Megaoperação mira 190 alvos ligados a grupo que deve R$ 26 bilhões em tributos Divulgação/Receita Federal - 27.11.2025

Uma investigação conjunta revelou que o Grupo Refit, alvo da megaoperação desta quinta-feira (27), utilizou empresas financeiras como sócias e cotistas para blindar patrimônio e, assim, evitar o pagamento de impostos.

Essas empresas foram constituídas no estado de Delaware, nos Estados Unidos, conhecida por permitir a criação de LLCs (Limited Liability Company), ou sociedades de responsabilidade limitada.


Elas oferecem anonimato aos sócios e isenção de tributação local, desde que não gerem renda em território norte-americano.

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Diferente do Brasil, onde os sócios respondem pelas obrigações financeiras da empresa, nos EUA os donos das LLCs não assumem esse compromisso.


“Por meio dessa estrutura, as entidades deixam de ser tributadas tanto nos EUA quanto em território nacional. Tal prática é comumente associada a estratégias voltadas à lavagem de dinheiro ou blindagem patrimonial dos envolvidos”, afirmou a Receita em nota.

Os sócios, chamados de membros, podem ser pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, incluindo outras LLCs. A única exigência formal é que a empresa seja registrada no estado escolhido.


Operações bilionárias

Segundo as investigações, uma das principais operações internacionais envolveu a compra de uma exportadora em Houston, no Texas, da qual foram importados combustíveis no valor de mais de R$ 12,5 bilhões entre 2020 e 2025.

Além disso, já foram identificadas mais de 15 offshores nos EUA, que remetem recursos para aquisição de participações e imóveis no Brasil, totalizando cerca de R$ 1 bilhão.


“Também foram detectados envios ao exterior superiores a R$ 1,2 bilhão sob a forma de contratos de mútuo conversíveis em ações, que podem retornar ao Brasil como investimentos por meio de outras offshores, fechando o ciclo.”

Ocultação

Os valores do grupo eram concentrados em empresas financeiras controladas pelo próprio conglomerado.

A Receita Federal identificou que uma grande operadora financeira atuava como sócia de outras instituições que também prestavam serviços ao grupo.

Esse núcleo movimentou mais de R$ 72 bilhões entre o segundo semestre de 2024 e o primeiro semestre de 2025.

O esquema envolvia uma empresa financeira “mãe”, que controlava diversas “filhas”, criando operações complexas que dificultavam a identificação dos verdadeiros beneficiários.

Assim como na Carbono Oculto, foram exploradas brechas regulatórias, como as chamadas “contas-bolsão”, que impedem o rastreamento do fluxo dos recursos.

A principal instituição financeira mantinha 47 contas bancárias em seu nome, todas vinculadas contabilmente às empresas do grupo.

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