São Paulo Frias sobe o tom e ameaça Doria caso governador reinaugure museu

Frias sobe o tom e ameaça Doria caso governador reinaugure museu

Secretário de Cultura de Bolsonaro chamou tucano de "farsa". Sá Leitão acusou governo federal de atrapalhar obras no Ipiranga

  • São Paulo | Do R7

Mário Frias é secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro

Mário Frias é secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro

Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O secretário especial de Cultura do governo Jair Bolsonaro subiu o tom nas redes sociais, nesta quinta-feira (2), e ameaçou o governador de São Paulo, João Doria (SP), caso o tucano reinaugure o Museu do Ipiranga, em São Paulo, no feriado de 7 de setembro, sem sua autorização.

Frias afirmou que o governo federal investiu no projeto de restauração, classificou Doria de "farsa patética" e o acusou de mentir "patologicamente".

"O sujeito é uma farsa patética. Não vou discutir com alguém que mente patologicamente. Faz assim, tenta inaugurar a obra sem a minha permissão. Irei aplicar a punição prevista, reprovando as contas da reforma, forçando a devolução de todo investimento. Vai lá, tente inaugurar", escreveu o secretário no Twitter.

Horas depois, o secretário de Cultura do estado de São Paulo, Sérgio Sá Leitão, também por meio do Twitter, rebateu Frias, dizendo que "funcionários do governo federal tem feito o possível para prejudicar o andamento do projeto".

"O Governo de São Paulo, a Universidade de São Paulo, a Prefeitura de São Paulo e
dezenas de parceiros e patrocinadores públicos e privados estão realizando desde 2019 o restauro e a ampliação do Museu do Ipiranga. Com recursos próprios e incentivados via Lei Rouanet. É o maior projeto cultural em andamento no país", disse o executivo.

Na sequência, escreveu que esses mesmos funcionários "atacam de modo vil o governador".

Sá Leitão, que já foi ministro da Cultura, finaliza a série de postagens em resposta a Frias afirmando que "ameaçam a continuidade da obra, que está 70% feita".

"Querem destruir o que fazemos com rigor, excelência e respeito à história e ao patrimônio cultural do Brasil. São Paulo valoriza a cultura e não deixará que este devaneio autoritário prevaleça. Viva o Museu do Ipiranga!"

O Museu do Ipiranga pertence à USP, ou seja, é administrado por uma instituição ligada ao governo paulista. A Rouanet é uma Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Conforme publicação do governo federal divulgada pela Agência Brasil, ontem (1º), "R$ 84 milhões já foram captados e mais R$ 74 milhões foram liberados para captação" em favor das obras de restauro do espaço. "No total, as obras no Museu do Ipiranga devem custar R$ 160 milhões. As obras já foram 70% concluídas", sustenta o governo na reportagem.

Localizado em São Paulo, o museu foi inaugurado em 1895 como marco da Independência do Brasil. A instituição, cujo nome oficial é Museu Paulista da Universidade de São Paulo, conta com acervo de 450 mil peças, entre elas a famosa pintura Independência ou Morte, de Pedro Américo, que se tornou ícone do momento histórico do Grito do Ipiranga.

Com informações da Agência Brasil

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