São Paulo Funcionário do Detran-SP aponta arma para atleta paralímpico

Funcionário do Detran-SP aponta arma para atleta paralímpico

Discussão e agressão aconteceram no pátio para retirada do veículo de Alan Fonteles. Suspeito foi liberado após depoimento

  • São Paulo | Rafael Custódio, da Agência Record

Em discussão, funcionário do Detran-SP aponta arma para atleta paralímpico Alan Fonteles

Em discussão, funcionário do Detran-SP aponta arma para atleta paralímpico Alan Fonteles

Reprodução Record TV

Um atleta paralímpico foi ameaçado com uma arma por um funcionário do Detran, na zona sul de São Paulo, nesta terça-feira (27). A discussão ocorreu no pátio Presidente Wilson porque o integrante da equipe de atletismo identificou uma avaria no carro apreendido.

Campeão paralímpico de atletismo, Alan Fonteles teve o carro apreendido após serem identificadas irregularidades de licenciamento do veículo. O atleta foi até o pátio do Detran para retirar o veículo após regularizar a documentação, mas identificou parte da lanterna do carro danificada.

Ao questionar um funcionário, ele foi levado a uma sala onde foram apresentadas fotos do estado em que o carro chegou, desencadeando uma discussão. O sogro do atleta tentou ajudá-lo, mas o funcionário do Detran passou a ofendê-lo.

"Eu falei tenha um pouco mais de educação com as pessoas, trata melhor as pessoas, só vim buscar o meu carro e você está com ignorância. Ele falou que falava do jeito que ele quisesse, que era assim que ele falava dentro de casa, daí ele tentou agredir meu sogro, mas minha noiva partiu pra cima dele e ele tentou agredir minha noiva também", revela o atleta.

Então Natalia Becker, atleta e noiva de Alan, passou a defender o pai e teria sido atingida por um soco na boca. Foi durante a luta corporal com Alan, que o revólver do funcionário caiu no chão. O homem teria então apontado a arma à família e indicado a saída. 

"Ele começou a gritar com meu pai, xingou. Afastei meu pai. Também me xingou de tudo quanto é nome. Me deu um soco na boca, eu ainda desviei. Minha boca ainda está roxa", conta Natalia.

Alan e a família saíram do local, acionaram a Polícia Militar e aguardaram do lado de fora. De acordo com o atleta, os policiais militares não queriam levar o agressor à delegacia para prestar depoimento. Segundo Alan, isso só ocorreu por conta da presença da imprensa.

A ocorrência foi registrada no 16º Distrito Policial, na Vila Clementino, onde o agressor foi ouvido e liberado. Na delegacia, houve mais bate-boca entre Natalia e a advogada.

O atleta embarca no próximo dia 6 para Tóquio, onde irá competir pela equipe de atletismo nos Jogos Paralímpicos de 2021.

Em nota, o Detran lamentou o ocorrido e informou que o funcionário foi afastado do atendimento ao público até a conclusão do processo administrativo instaurado para apurar o caso.

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