São Paulo Gamer sorri ao ser preso após matar amiga em São Paulo

Gamer sorri ao ser preso após matar amiga em São Paulo

Guilherme Alves Costa, de 18 anos, confessou o assassinato de Ingrid Oliveira Bueno da Silva, de 19, sepultada nesta quarta (24)

  • São Paulo | Do R7, com informações da Record TV

Guilherme sorri enquanto é preso

Guilherme sorri enquanto é preso

Reprodução/Record TV

O gamer que confessou o assassinato de uma garota de 19 anos aparece sorrindo em um vídeo gravado no momento em que era algemado pela polícia. Ingrid Oliveira Bueno da Silva foi sepultada nesta quarta-feira (24) em um cemitério na zona norte de São Paulo. Abalados, familiares e amigos preferiram não comentar o caso.

Guilherme Alves Costa, de 18 anos, se apresentou na delegacia meia hora depois do crime e confessou tudo. Quem grava o vídeo pergunta por que o rapaz cometeu o crime. "Porque eu quis", responde o jovem, sorrindo. Uma outra pessoa diz "Você tá rindo de uma situação, você matou uma menina novinha, Guilherme". Em resposta, ele diz que sabe da gravidade da situação e volta a sorrir.  "Minha sanidade mental tá completamente apta. Eu quis fazer isso", afirmou.  

A vítima foi morta a facadas e golpes de espada na segunda-feira (22) em Pirituba, na zona norte de São Paulo. Os dois se conheceram pela internet, por meio de uma série de jogos eletrônicos e jogavam juntos. Guilherme disse à polícia que Ingrid "atravessou o seu caminho".

Vídeo após a morte

Guilherme gravou e confessou o crime e afirmou que estava planejando a ação há duas semanas. Após a matar a vítima, ele gravou um vídeo dela caída, deu risada e afirmou: "Olha que maravilha". Guilherme também gravou um vídeo em que confessa o crime, e compartilhou com amigos. "Vocês tão achando que é tinta, montagem, mas não é. Eu realmente matei ela. Eu tenho um livro também. Pedi pra um pessoal divulgar", afirma o jovem.

Máscara

Durante e após o crime Guilherme, usou uma máscara igual a do atirador do massacre da escola de Suzano, na Grande São Paulo, em março de 2019, que coincidentemente, também se chamava Guilherme. A máscara faz referência a um personagem  de um jogo de vídeogame. a história desse personagem tem um ponto em comum com a de Guilherme: a ausência do pai.

Segundo informações da Record TV, a polícia não acredita que Guilherme tenha matado outras pessoas envolvidas no jogo, já que sempre foi muito calmo e não tem histórico criminal.

Livro

Após o crime, Guilherme também gravou um vídeo em que faz a divulgação de um livro que escreveu. Em um trecho, ele fala que não teve a presença do pai biológico e isso faz falta na vida. Ao longo de  52 páginas, Guilherme escreve sobre a "missão" de matar diversas pessoas. Em um dos trechos ele diz: "se você escolheu ser uma pessoa sem sentimentos alheios, basta matar diversas pessoas e impedir que o remorso venha a lhe atingir".

Em outro trecho ainda mais sombrio, o assassino escreve: "fico triste em saber que eu não tenho a capacidade de queimar mais de 5 bilhões de idiotas neste planeta". A investigação já pediu a quebra do sigilo telefônico de Guilherme.

Contato virtual

A maior parte do contato entre Guilherme e Ingrid era virtual, pelo celular e por jogos online, nos quais seriam parceiros em grupos de disputas Guilherme segundo a mãe, estava desempregado mas fez bicos recentemente. Ele teria usado o dinheiro para comprar facas e a espada que usou para cometer o crime, sem a família saber. disse que comprou também um revólver, mas essa arma não foi encontrada.

A polícia não descarta a possibilidade de que houve um relacionamento amoroso entre os dois, e apura se o rapaz planejou e executou tudo sozinho. Parte do conteúdo do livro, em que Guilherme cita um grupo disposto a cometer crimes, também deve ser analisado pela polícia. A Justiça decretou a prisão temporária do jovem e deve pedir um exame psiquiátrico para avaliar em quais condições poderá será julgado.

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