São Paulo Ginecologista é preso suspeito de abusar de paciente em SP

Ginecologista é preso suspeito de abusar de paciente em SP

Após vítima prestar queixa contra, a polícia descobriu que havia outros boletins de ocorrência contra o médico no estado de Pernambuco

  • São Paulo | Guilherme Alves e Elizabeth Matravolgyi, da Agência Record, e Bernardo Armani, da Record TV

Médico teve prisão preventiva decretada

Médico teve prisão preventiva decretada

Pixabay

Um ginecologista de 41 anos foi preso suspeito abusar sexualmente de uma paciente, de 19, durante uma consulta em Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo.

A Delegacia de Defesa da Mulher de Suzano vem investigando o caso desde setembro deste ano, quando a paciente registrou boletim de ocorrência. Acompanhada do namorado, a jovem contou à polícia que relatou sintomas ao médico e ele disse que o problema dela não era físico e sim, psicólogo. Ainda segundo a jovem, o ginecologista sugeriu que ela tivesse mais relações sexuais, inclusive com outros parceiros, e começou a tocá-la de forma inapropriada. A vítima relatou que ficou extremamente abalada com a ação e foi à delegacia prestar queixa.

A polícia pesquisou o nome do médico e descobriu que outras cinco vítimas haviam prestado queixa contra ele no estado de Pernambuco. Na capital, menos de um mês antes, ele praticou uma consulta abusiva com outra jovem, de 23 anos, que relatou postura semelhante durante atendimento. Ela também registoru queixa na polícia.

A delegada Silmara Marcelino, da DDM de Suzano, solicitou à Justiça de São Paulo prisão temporária de 30 dias. O juiz considerou que, neste caso, caberia a prisão preventiva, sem tempo definido.

Com o mandado em mãos, policiais foram até a clínica em que o médico trabalhava e o prenderam nesta manhã. O médico tinha registro regular no Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo). Em nota, o conselho informou que todas as sindicâncias e processos-éticos tramitam sob sigilo. 

Após as novas denúncias contra o médico, a delegada acredita que outras mulheres se apresentarão na delegacia para prestar queixa.

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