São Paulo Golpistas se passam por médicos e funcionários de hospitais em Guarujá, no litoral de SP

Golpistas se passam por médicos e funcionários de hospitais em Guarujá, no litoral de SP

Família quase depositou mais de R$ 1.000 para falso médico; o mesmo caso aconteceu com irmão de Rodrigo Mussi, ex-'BBB'

  • São Paulo | Misael Mainetti, da Record TV

Moradores de Guarujá reclamam de golpes do falso médico

Moradores de Guarujá reclamam de golpes do falso médico

Pixabay

Não faltam tipos de golpe por parte dos criminosos. Com a dona Doralice, moradora de Guarujá, o golpista se passou por médico numa ligação por telefone. Uma parente dela está internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de um hospital em Santos, litoral paulista. Ele pediu R$ 1.500 em Pix e disse que o hospital devolveria.

Doralice conversou com a filha dela, Solange Baptista. Em seguida, o golpista ligou de novo, pediu dinheiro e passou informações verídicas sobre a parente delas. "Falou que comentou com minha mãe, que precisava do Pix para fazer exame, e eu falei que ia ao hospital e, neste momento, ele desligou o telefone", ela diz.

Solange avisou outra parente que estava no hospital. Ela conversou com a equipe médica, que informou que o dinheiro não deveria ser depositado porque era golpe.

Para a familiar que estava no hospital acompanhando a paciente, o criminoso mandou mensagens via redes sociais. Desconfiada, ela pergunta várias vezes quem era a pessoa que está escrevendo. O golpista disse: "Não tenho tempo para perguntas agora".

Além de pedir os 1.500 reais por telefone, ele citava na mensagem que precisava fazer a liberação de tomografias. O golpista se identifica como Doutor Marcelo Gomes e usa uma foto.
Em nota, o Hospital Ana Costa diz que já iniciou a investigação e que acolheu a família da paciente após o transtorno. Também reforçou que não realiza cobrança aos pacientes internados por meio de ligações telefônicas ou mensagens e que faz isso apenas pessoalmente.

Também disse que é procedimento orientar pacientes e familiares a não realizar transações bancárias sem confirmar a veracidade e que a pessoa que fez contato não é médico do hospital,  tampouco profissional de saúde ou funcionário da instituição.

O irmão do ex-participante de reality show Rodrigo Mussi passou por essa situação. Empenhado em cuidar do irmão que sofreu um grave acidente de carro, Diogo Mussi foi acionado por golpistas, que pediram R$ 7.000 para um procedimento cirúrgico. Ele entrou em contato com o hospital e descobriu que era um golpe.

Especialistas em segurança afirmam que é preciso registrar boletim de ocorrência e procurar também a associação de vítimas de internet.

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