São Paulo Grupo pede doações após incêndio em comunidade de São Paulo

Grupo pede doações após incêndio em comunidade de São Paulo

Acidente na favela do Boi Malhado deixou 150 famílias desabrigadas, que precisaram ir para casas de familiares e amigos 

  • São Paulo | Isabelle Amaral,* do R7

Após o incêndio que atingiu a comunidade do Boi Malhado, na região do bairro do Limão, zona norte de São Paulo, na noite desta segunda-feira (9), grupo se mobiliza e pede doações para ajudar as 150 famílias que ficaram desabrigadas e perderam seus pertences.

Há dois pontos de arrecadação, um na rua Professor Dário Ribeiro, 1095, na casa verde alta e outro na quadra Inajar de Souza, localizada na rua Monsenhor Paulo Fernandes de Barros, 170, na Vila Nova Cachoeirinha.

"Infelizmente nós não temos condições de estar buscando, mas pedimos para que as pessoas tragam as doações nesses pontos e estaremos distribuindo para as famílias", explica o diretor de esporte geral do time Inajar de Souza, conhecido como 'Magrão'. 

Em entrevista ao R7, Michelle Serra, que também está auxiliando na parte das doações conta que hoje as famílias receberam alimentos, roupas e calçados, mas que estão pedindo canos, madeiras, telhas e imóveis para tentar levantar as casas novamente.

Casas na Comunidade do Boi Malhado ficaram totalmente destruídas

Casas na Comunidade do Boi Malhado ficaram totalmente destruídas

Arquivo pessoal - 09.11.2021

"Eu não acho que isso é o ideal, até mesmo porque a gente empurra a situação do morador que já vive em uma circunstância precária. Os moradores estão pedindo isso com urgência porque eles querem levantar as casas deles, mas eu acho que isso é falta de políticas públicas. O que precisamos agora é do prefeito aqui para tentar ver na onde nós vamos colocar essas famílias", comenta Michelle.

Alguns moradores se alocaram em casas de familiares e amigos, já outros ficaram em abrigos improvisados na região, até que possam encontrar outra opção de moradia.

Ainda segundo Michelle, a prefeitura de São Paulo foi acionada e disseram que iam mandar equipes ao local para averiguar a situação. 

Marcela Elizabeth, de 28 anos, que morava em uma das casas que foram atingidas pelas chamas, conta que não conseguiu recuperar nada. Ela é mãe de duas crianças e está grávida de gêmeas, "peço ajuda para mim, para o meu marido e minhas filhas, já que perdemos tudo, até os documentos", relata.

O R7 entrou em contato com a prefeitura que informou, por meio de nota, que a CPAS (Coordenação de Pronto Atendimento Social) entregou 789 insumos, sendo 213 colchões, 213 cobertores, 213 kits de higiene, 75 cestas básicas e 75 kits de limpeza. Nenhuma das famílias aceitou acolhimento.

Além disso, a equipe do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) Cachoeirinha prossegue com o atendimento no local na manhã dessa terça (9), colhendo os dados de quem perdeu documentos no incêndio para encaminhamento ao Poupatempo.

*Estagiária sob supervisão de Ingrid Alfaya

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