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Grupo que ataca moradores de rua e animais abandonados é alvo da polícia de SP

Operação envolve também policiais de cinco estados e do DF

São Paulo|Da Agência Brasil

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Segundo a Polícia Civil, entre os investigados está um menor que mora na França Tânia Rêgo/Arquivo/Agência Brasil

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta quinta-feira (3), a segunda fase da Operação Nix para cumprir 22 mandados de busca e apreensão e nove de internação de adolescentes envolvidos com grupos responsáveis por ataques a moradores de rua e animais em situação de abandono. Os suspeitos se articulam por meio de plataformas digitais.

A operação envolve ainda policiais civis dos estados do Rio Janeiro, de Minas Gerais, Santa Catarina, do Pará, de Pernambuco e do Distrito Federal.


Segundo a Polícia Civil, entre os investigados está um menor que reside na França e é apontado como um dos principais financiadores dos ataques, aproveitando-se da própria condição financeira para custear ações criminosas organizadas em grupos fechados na plataforma Discord.

Na primeira fase da operação, em novembro de 2024, foram cumpridos dez mandados de busca e duas prisões temporárias autorizadas pela Justiça. Além de São Paulo, a ação ocorreu em Pernambuco, na Bahia, em Minas Gerais e no Distrito Federal.


As investigações, que já duram cerca de oito meses, começaram com a criação do Noad (Núcleo de Observação e Análise Digital) voltado especialmente para apurar crimes em ambientes virtuais.

De acordo com os agentes do Noad, conhecidos como “observadores digitais”,o grupo se reorganiza constantemente em subgrupos (ou panelas) dentro da rede social, o que exige acompanhamento contínuo das autoridades.


“A operação Nix corrobora a necessidade de investigações contínuas, dada a transnacionalidade do crime tanto em relação aos autores quanto às vítimas. São ações extremamente absurdas que, muitas das vezes, os pais não têm ideia que ou o filho é o idealizador dessa violência, manipulando as vítimas a realizarem os ataques, ou o filho é a própria vítima”, disse a delegada e coordenadora do núcleo, Lisandréa Salvariego.

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