São Paulo Grupo suspeito de criar agência bancária clandestina é preso em SP

Grupo suspeito de criar agência bancária clandestina é preso em SP

Cinco mulheres e um homem foram detidos. Eles aplicavam golpe nos clientes fazendo transações em suas contas bancárias

  • São Paulo | Edilson Muniz e Laura Lourenço, da Agência Record

Crime era realizado dentro de um apartamento na avenida Celso Garcia

Crime era realizado dentro de um apartamento na avenida Celso Garcia

Google Street View - 13.12.2021

Cinco mulheres e um homem foram detidos suspeitos de realizarem uma central clandestina de agência bancária na avenida Celso Garcia, no Tatuapé, zona leste de São Paulo, às 14h da última quinta-feira (9).

De acordo com informações do DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais) de São Bernardo do Campo, os criminosos entravam em contato com as vítimas e as atraiam até o endereço, com a justificativa da pessoa estar com problemas em sua conta.

No local, um apartamento foi transformado em uma central telefônica. Nos quartos, haviam computadores e cinco mulheres fingiam ser funcionárias de instituições bancárias para aplicar os golpes.

Essas mulheres entravam em contato com as vítimas e diziam que alguém havia acessado a conta dessas pessoas de um aparelho não cadastrado. Na sequência, a golpista falava que por segurança bloquearia o acesso à conta pelo celular.

Após o suposto bloqueio, a vítima era orientada a procurar um caixa eletrônico do banco para realizar o desbloqueio. Quando chegava ao caixa, a pessoa recebia uma ligação com orientações de como deveria efetuar o desbloqueio, porém se tratava da parte final do golpe, na qual a vítima, enganada, acabava liberando o acesso bancário aos aparelhos dos suspeitos.

De acordo com o delegado Ronald Quene, com os celulares habilitados com os dados desses clientes bancários, os suspeitos faziam todos os tipos de transações bancárias. Entre as ações estavam transferências via Pix e empréstimos.

O sistema de software da quadrilha conseguia roubar a senha bancária do correntista durante a conversa telefônica. "Esse programa captava até as teclas digitadas no telefone. As falsas atendentes pediam para as vítimas digitarem as senhas e o sistema capturava essas informações", completou o delegado.

Uma das vítimas dos criminosos chegou a perder 500 mil reais em transferências bancárias.

Após denúncias, os policiais civis observaram durante 15 dias o entra e sai de atendentes em um prédio residencial da zona leste de São Paulo. Com a autorização do condomínio, os agentes entraram e descobriram a central de golpes.

No local foram apreendidos diversos computadores, celulares, maquininhas de cartão, além de pendrives usados para clonar números telefônicos.

As investigações continuam para que a polícia chegue até os líderes da quadrilha. "Esse vai ser o passo seguinte das investigações, de onde eles estão conseguindo essas informações. Eles tinham tudo, telefone, nome completo, parente, score, renda, quanto tinha de crédito. Eles tinham até informações bancárias que são sigilosas. Então a gente tem que ver de onde veio esse vazamento", finalizou o delegado. O caso será investigado pelo DEIC de São Bernardo do Campo.

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