Haddad nega acordo com MTST para fim de protestos
Sem-teto e sem-terra fizeram vários protestos contra a Copa do Mundo na quinta-feira em SP
São Paulo|Do R7

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), negou na quinta-feira (8), após encontro dos representantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) com a presidente Dilma, que tenha feito um acordo para o fim dos protestos.
— Nós não fazemos esse tipo de acordo. O que queremos é que, pacificamente, as pessoas possam apresentar suas reivindicações, o que é normal em uma democracia.
Haddad disse ainda que a prefeitura mantém diálogo com os movimentos de luta por moradia.
— O que nós queremos é que não haja incidentes porque não há necessidade disso quando há diálogo. E nós estamos tendo diálogo.
Protestos ocupam construtoras da Copa para reivindicar moradias
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O encontro, que não estava previsto na agenda da presidente Dilma, aconteceu após uma onda de manifestações na manhã de quinta-feira, em São Paulo. Depois de conseguirem marcar a reunião, os movimentos suspenderam os protestos. Haddad disse que o encontro com do MTST com a presidente Dilma foi positivo.
— Foi boa (a reunião). Eles apresentaram a pauta de reivindicações, mas aqui hoje é o dia de visitar a Arena.
O prefeito fez uma vistoria no estádio do Corinthians na companhia de Dilma e de outras autoridades. Segundo Haddad, a conversa com o movimento não tratou a questão do terreno invadido ao lado da Arena.
— A agenda deles com a presidenta não versou sobre o terreno, versou sobre o Minha Casa Minha Vida em geral. Estamos trabalhando para viabilizar o Minha Casa Minha Vida em São Paulo.
Sem dar mais detalhes, o prefeito afirmou que o grupo apresentou uma reivindicação a mais.
— Havia uma suspeita de que se tratava de um contribuinte devedor, isso foi afastado. Não há débitos inscritos do terreno. Nós estamos em diálogo com o movimento e também com os proprietários que têm os seus direitos.
Abertura
Haddad disse ainda que o Corinthians e a Odebrecht fizeram um grande papel no estádio e que a prefeitura e o clube estão cumprindo todas as suas obrigações.
— Não temos dúvida de que vai ser uma grande abertur.
O prefeito refere-se à primeira partida da Copa, no dia 12 de junho. Segundo Haddad, a presidente Dilma gostou muito do entorno no estádio.
— Ela classificou como um dos maiores legados da Copa.








