São Paulo Homem é preso suspeito de "encoxar" e de tentar tirar calça de passageira em trem lotado da CPTM

Homem é preso suspeito de "encoxar" e de tentar tirar calça de passageira em trem lotado da CPTM

Vítima teve o braço torcido e precisou ser levada ao hospital; homem foi surrado por passageiros

Homem é preso suspeito de "encoxar" e de tentar tirar calça de passageira em trem lotado da CPTM

Aglomerações facilitam ação de abusadores

Aglomerações facilitam ação de abusadores

Hélvio Romero/Estadão Conteúdo/ 04/01/2013

Um desempregado de 24 anos foi preso por suspeita de abusar sexualmente de uma passageira da linha 7-Rubi da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). O caso aconteceu na tarde desta segunda-feira (17), entre as estações Tatuapé e Luz.

De acordo com a polícia, a vítima, uma supervisora de 30 anos, estava dentro do trem lotado, quando o desempregado se posicionou atrás dela na tentativa de “encoxar” a mulher. Ainda conforme a polícia, em determinado momento, A.A.S. segurou no cós da calça da supervisora com a intenção de tirar a peça de roupa. Para se defender, ela agarrou a mão do homem, que torceu o braço direito dela. A mulher sofreu luxação e foi levada para o Pronto Socorro da Santa Casa. A informação é de que seria encaminhada ao Hospital Pérola Byington, referência no atendimento a vítimas de violência sexual.

Antes de gritar e ser socorrida pelos outros usuários do trem, a supervisora chegou a ser imobilizada. O homem colocou o órgão genital para fora da calça e ejaculou na mulher, segundo o delegado da Deatur (Delegacia Especializada em Atendimento ao Turista), Osvaldo Nico Gonçalves.

— Ele encostou a moça em canto, torceu o braço dela, quase quebrou, e chegou até a ejacular entre as pernas da moça.

Revoltados, os passageiros agrediram o suspeito. Ele foi detido por guardas ferroviários e levado à Delpom (Delegacia de Polícia do Metropolitano), onde acabou autuado em flagrante por estupro. De acordo com o delegado, o suspeito revelou que acompanhava em uma rede social uma página sobre “encoxadores” da linha Rubi.

No último final de semana, o R7 denunciou a existência de grupos de molestadores que usam a internet para compartilhar experiências, marcar encontros e trocar imagens das vítimas e relatar casos de abuso sexual.

Leia mais notícias de São Paulo

"Não posso fazer nada"

O desempregado A.A.S., que cursa administração de empresas, alegou inocência. Ele apresentou a versão dele ao R7.

— No momento do trem lotado, acabei ficando “ereto”. Infelizmente, deu vontade de ejacular. Aí, para limpar, peguei o papel higiênico que uso no bolso. Só que na hora em que fui limpar, acabou espirrando e pegou na menina. Gerou toda essa confusão. Ela começou a me agredir.

O homem afirmou que foi a primeira vez que isso aconteceu. Disse ainda que não encostou na vítima.

— Ela começou a me bater e eu deixei de boa, porque estava errado naquele momento.

Ele negou estar vinculado a páginas em redes sociais sobre “encoxadores”. Contou que viu uma reportagem sobre o tema.

— A única coisa que eu fiz foi saber sobre isso. Eu pesquisei e fiquei sabendo.

Ao ser questionado sobre o flagrante por estupro, respondeu:

— É a versão dela [da supervisora] que está valendo. Então, não posso fazer nada.