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Hospital de SP funciona com 400 funcionários a menos e pacientes chegam a ser atendidos em corredor

Setor de urgência de unidade de saúde tem quatro enfermeiros para mais de 50 pacientes

São Paulo|Guilherme Lima, do R7, com Agência Record

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Com superlotação, pacientes ficam nos corredores do hospital
Com superlotação, pacientes ficam nos corredores do hospital

O Hospital Municipal Doutor Arthur Ribeiro de Saboya, localizado no bairro do Jabaquara, zona sul da capital, funciona sobrecarregado, com 473 profissionais a menos do que o ideal. De acordo com funcionários que procuraram a reportagem do R7 e preferem não se identificar, o setor de emergência chegou a ter 13 pacientes para cada enfermeiro nesta sexta-feira (25). O problema na unidade de saúde vem à tona poucos dias após a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo suspender o atendimento no pronto-socorro por falta de medicamento. 

O CRE (Conselho Regional de Enfermagem) esteve no pronto socorro conhecido como PS Saboya para verificar as denúncias e apurou a falta de 244 enfermeiros e de 229 técnicos e auxiliares de enfermagem. O CRE entrou com uma ação civil pública contra a Prefeitura de São Paulo por considerar o fato “prejudicial à assistência, aumentando a incidência de erros e infrações”.


A Autarquia Hospitalar Municipal, responsável pela administração da unidade de saúde, informou em nota que realizou concurso público e as vagas remanescentes serão preenchidas no mês de agosto. No entanto, um funcionário que trabalha no PS Saboya disse que os profissionais concursados se assustam e abandonam suas funções.

— O pessoal contratado é demitido para que concursados entrem, o que é normal. O problema é que quem passa no concurso e vem trabalhar aqui olha a situação do hospital e se apavora. São poucos que ficam. Trabalhamos como se fosse um campo de guerra.


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O hospital, centro de referência de trauma, não terá neurocirurgião, ortopedista e outros médicos durante este sábado (26) e domingo (27). A equipe de reportagem do R7 obteve imagens exclusivas onde pacientes idosos aparecem em macas no corredor do pronto-socorro e de registros internos que comprovam a falta de profissionais.


Em resposta, na segunda-feira (28), a Secretaria Municipal da Saúde diz que havia 29 médicos durante o plantão de sábado (26) e domingo (27), entre eles a clínica médica, ortopedia, pediatria, cirurgia geral, ginecologia, neurocirurgia, neurologia, cirurgia vascular e oftalmologia.

Nesta semana, o complexo hospitalar da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo interrompeu os atendimentos por 28 horas, expondo a falta de medicamentos e dívida de R$ 50 milhões. O local foi reaberto após o governo estadual anunciar ajuda emergencial de R$ 3 milhões. O Ministério Público abriu inquérito para apurar a suspensão temporária dos serviços na unidade pública.

Veja abaixo o registro interno do hospital com a escala de trabalho para este fim de semana:

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