São Paulo Influenciadora diz ter sido vítima de racismo em shopping de SP

Influenciadora diz ter sido vítima de racismo em shopping de SP

Dandara Inairan, que tem mais de 48 mil seguidores, gravou idosa enquanto era ofendida e perseguida e publicou o vídeo nas redes

  • São Paulo | Estela Marconi e Augusta Ramos, da Agência Record

Dandara Inairan diz ter sofrido racismo

Dandara Inairan diz ter sofrido racismo

Reprodução

A influenciadora Dandara Inairan publicou um vídeo nas redes sociais em que afirma ter sido alvo de racismo por parte de uma idosa, em um shopping da zona leste de São Paulo, na noite da última terça-feira (26).

Nascida na Bahia, Dandara é influenciadora fitness e tem mais de 48 mil seguidores nas redes sociais.

Nas imagens, ela aparece andando pelo shopping após ter saído da academia, quando uma idosa teria se aproximado e reclamado das roupas da influenciadora, que vestia shorts legging e um top. A suspeita, então, teria começado a ofendê-la e persegui-la pelo centro comercial.

• Compartilhe esta notícia no WhatsApp
• Compartilhe esta notícia no Telegram

As filmagens registraram o momento em que a idosa pergunta se a influenciadora "conhece o inferno" e se o marido de Dandara nunca a levou ao shopping para lhe comprar roupas. A jovem responde afirmando que não precisa disso, pois paga as próprias contas.

Ao longo do vídeo, as duas continuam discutindo até a vítima sair pelo estacionamento aberto do local.

Depois do ocorrido, Dandara publicou outro vídeo na rede social para relembrar o episódio e confessou que acredita ter sido vítima de racismo. Segundo ela, é comum ver outras pessoas, que frequentam a academia do shopping, utilizando roupas esportivas pelos corredores do local. Entretanto, a suspeita não reclamou dos outros, que eram brancos.

O advogado de Dandara, José Luiz de Oliveira Júnior, que faz parte da Associação Nacional da Advocacia Negra, informou que diversos seguranças do local viram o momento em que a vítima estava sendo perseguida pela mulher, mas não tomaram nenhuma providência.

O magistrado questiona se a ação seria a mesma caso a situação fosse inversa: uma jovem negra perseguindo uma idosa branca.

De acordo com o advogado, um boletim de ocorrência foi registrado para localizar a suposta agressora, que ainda não foi identificada, além de apurar a responsabilidade do shopping Anália Franco, que permitiu que uma pessoa negra fosse perseguida dentro do local.

Em nota, o shopping lamentou o ocorrido e disse repudiar quaisquer formas de agressão física ou verbal, assim como atos discriminatórios de qualquer natureza. A empresa afirmou ainda que entrou em contato com Dandara para prestar o apoio necessário.

Últimas