São Paulo Internações suspeitas de Covid crescem 48,7% na cidade de SP

Internações suspeitas de Covid crescem 48,7% na cidade de SP

Em uma semana, capital mostra tendência abrupta de crescimento dos números, o que se intensifica desde início de dezembro

  • São Paulo | Gabriel Croquer, do R7

Tendência baixa da variação de internações foi interrompida em dezembro

Tendência baixa da variação de internações foi interrompida em dezembro

Pilar Olivares/Reuters - 18.06.2021

As internações de pacientes confirmados ou com suspeita de Covid-19 cresceram 48,7% nos últimos sete dias na cidade de São Paulo. É o que indicam os dados do grupo de pesquisadores independentes Observatório Covid-19 BR, com base nas estatísticas do censo hospitalar organizado pela fundação Seade, do governo de São Paulo. 

O alerta de crescimento de internações na capital foi publicado em nota técnica (veja na íntegra) do Observatório Covid-19 BR nesta segunda-feira (20). O R7 analisou os dados compilados pelo grupo e constatou o aumento na última semana, que teve 1.218 internações. Nos sete dias anteriores a taxa foi de 819. 

 A análise dos dados mostra também que as internações suspeitas ou confirmadas por Covid-19 passaram a crescer bruscamente a partir do dia sete de dezembro, época que a capital também registrou uma explosão nos atendimentos por síndrome gripal

"Qualquer doença que faça o número de hospitalizações subir em uma progressão geométrica, duplicando-as em poucos dias, exige toda a atenção das autoridades de saúde, visto que pode agravar rapidamente a já instalada emergência de saúde pública", afirma na nota técnica o Observatório Covid-19 BR.

Vale ressaltar, no entanto, que a porcentagem de ocupação dos leitos dos hospitais está em 33%, muito abaixo dos piores momentos da pandemia na capital paulista. Os indíces de novos casos e mortes confirmadas por Covid também estão em patamares baixos, próximos ao dos primeiros meses desde o início da crise, em março de 2020. 

O grupo de pesquisadores aponta como possíveis culpados do crescimento de internações a variante Ômicron do novo coronavírus, o início de uma epidemia da Influenza A (H3N2, linhagem Darwin) em São Paulo, ou a soma dos dois vírus ao mesmo tempo com o efeito de outras doenças respiratórias.

O observatório também lembrou que o aumento exponencial dos registros se assemelha à tendência observada em países da Europa e na África do Sul após a descoberta da variante Ômicron. 

Como solução, os pesquisadores afirmam no documento que é urgente a manutenção da vacinação, o fortalecimento da testagem, a normalização dos sistemas de informação do Ministério da Saúde e a retomada de medidas de proteção (uso de máscaras adequadas, ventilação e distanciamento físico). 

Além disso, o observatório lembra que o contexto de festas do final do ano aumenta o risco de novas infecções nos próximos dias. 

O que diz a prefeitura

Em nota, a secretaria municipal de Saúde de São Paulo informou que concentra os pacientes com SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) no Hospital Municipal da Brasilândia para realizar o painel viral dos internados e identificar quais são os tipos de vírus.

A prefeitura também reafirmou que o número de atendimentos a pessoas com sintomas gripais tem crescido nas unidades de saúde municipal. "Em novembro de 2021, a SMS registrou um total de 111.949 atendimentos de pessoas com sintomas gripais, sendo 56.220 suspeitos de Covid-19. Neste mês, até segunda-feira (20), a SMS registra um total de 156.629 atendimentos com quadro respiratório, sendo 73.718 suspeitos de Covid-19", informou.

Por causa do aumento, a Covisa (Coordenadoria de Vigilância em Saúde) enviou no dia 17 de dezembro um ofício ao Ministério da Saúde e à Secretaria de Estado da Saúde para pedir mais doses da vacina contra influenza. 

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