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Jurados do caso Matsunaga bombardeiam testemunhas de perguntas: veja o que eles querem saber

Julgamento de Elize, acusada de matar e esquartejar o herdeiro da Yoki, entra no sexto dia 

São Paulo|Do R7

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Júri de Elize Matsunaga teve início na segunda-feira (28)
Júri de Elize Matsunaga teve início na segunda-feira (28)

Quatro mulheres e três homens. Esse é o Conselho de Sentença formado para decidir o futuro de Elize Matsunaga, acusada de matar e esquartejar o marido, Marcos Matsunaga, herdeiro da Yoki. Constituído na segunda-feira (28), data do início do júri popular da acusada, as sete pessoas ficam incomunicáveis durante todo o período do julgamento, independentemente do tempo que ele demore para ser concluído. Sentados a pouco mais de 20 passos de distância de Elize, eles têm à disposição algumas peças do processo. Ficam juntos em alguns momentos — como no momento das refeições, por exemplo —, mas sempre na presença de um oficial de Justiça e falar sobre o caso é proibido.

Durante os depoimentos, parte dos jurados faz anotações e, após as perguntas do Ministério Público e dos advogados de defesa, podem direcionar seus questionados à testemunha. Por escrito, cada pergunta é enviada ao juiz, que repassa as questões em plenário. Os jurados estão bastante participativos e têm feito diversas perguntas para complementar os depoimentos.


Após a fala do policial civil Fabio Luís Ribeiro, que participou das investigações do caso, por exemplo, os jurados enviaram diversas questões ao investigador. Entre as dúvidas, questões como a distância do tiro e a posição de Elize no momento em que atirou no marido (se estava de pé, sentada ou deitada). O júri queria também mais detalhes sobre o local em que o policial acreditava que Elize estava no apartamento quando o empresário chegou em casa (se ela estava atrás da porta, ou no corredor para a cozinha ou para a sala.

O depoimento da tia de Elize, um dos mais fortes do júri até o momento, também gerou muitas perguntas. No quinto dia de júri, o perito Sami El Jundi, foi indagado com questões como: "a vítima poderia ter sido atingida de tocaia?" "Quantas camadas têm a derme?" A munição utilizada foi convencional?" "A exumação seria a perícia mais indicada para apurar a causa da morte?" "O que leva a uma morte mais rápida? Degola, esgorja ou decapitação?" "Foi encontrada alguma parte do projétil no bulbo?"


Versões para o crime

Defesa e acusação estão com duas linhas de argumentação claras e tentam, por meio das perguntas feitas às testemunhas, convencer o júri sobre o que aconteceu naquele 19 de maio, data do crime, e nos dias seguintes quando houve o esquartejamento e a ocultação do corpo. Elize é acusada de homicídio doloso triplamente qualificado (motivo torpe, recurso que impossibilitou defesa da vítima e meio cruel), além da destruição e ocultação do cadáver. Para a acusação, Elize matou o marido para se vingar após descobrir uma traição e por interesse financeiro. Ela teria premeditado o crime e o surpreendeu com um tiro na cabeça quando ele entrou no apartamento do casal após descer para pegar uma pizza. Além disso, ela teria esquartejado Marcos ainda vivo.


Já a defesa afirma que Elize era vítima de agressões verbais e vivia um casamento abusivo. Após Marcos ameaçar tirar a filha do casal de Elize, então com um ano de idade, ela teria cometido o crime. Antes do disparo, segundo a versão da defesa, os dois discutiram e Marcos ainda teria dado um tapa no rosto de Elize, que atirou para se defender.

Até o momento, foram ouvidas 14 testemunhas. Antes de decidir o futuro da ré, os jurados ainda irão ouvir o interrogatório de Elize e os debates da defesa e da promotoria.

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