Justiça autoriza São José dos Campos a ficar na fase laranja
Cidade alegou ao TJ-SP que indicadores, como a ocupação de UTIs, não habilita a mudança para o nível mais restrito
São Paulo|Do R7

O Tribunal de Justiça de São Paulo atendeu a um pedido da prefeitura de São José dos Campos para manter a cidade na fase laranja do Plano SP, em vez da fase vermelha, como previsto para todo o Estado pelo governador João Doria (PSDB). A cidade alegou que seus indicadores, como a ocupação de UTIs, não habilita a mudança para o nível mais restrito do plano de combate ao novo coronavírus.
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A decisão que colocou todo o Estado na fase vermelha foi anunciada nesta semana pelo governador de São Paulo, João Doria, e começou a valer a partir deste sábado (6).
A medida foi tomada diante da alta de casos, internações e mortes nas cidades paulistas, o que acompanha um recrudescimento nacional do novo coronavírus. O país registrou nesta sexta-feira (5), o quarto dia seguido com mais de 1,7 mil mortes diárias.
Na decisão do TJ, o desembargador Jeferson Moreira de Carvalho disse que o pedido de São José dos Campos deveria ser atendido porque o plano prevê critérios para a fase vermelha, como a ocupação de 75% dos leitos de UTI, o que não seria o caso da cidade do interior.
Por meio de um vídeo publicado em rede social, o prefeito Felicio Ramuth (PSDB) disse que a "justiça foi feita". "A decisão do Tribunal poderia até nos levar a fase amarela, mas por cuidado nós vamos permanecer na fase laranja. A Justiça desta vez teve total coerência ao entender os nossos argumentos em relação ao Plano São Paulo", disse.
Cidades como Franca e Mirandópolis também tentavam alternativas para não iniciarem a fase vermelha neste sábado. Pelo menos 19 hospitais públicos do Estado de São Paulo tinham nesta sexta-feira 100% de ocupação nas UTIs e outros seis já superavam a taxa de 90%, conforme dados do governo estadual.
Na rede privada, o Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, bateu recorde de novas internações pela covid-19 desde o início da pandemia, com 166 pacientes na terapia intensiva e na enfermaria. Segundo o secretário da Saúde paulista, Jean Gorinchteyn, a situação é de "guerra".
















