Justiça diz que Paulo Preto criou empresa para blindar patrimônio
MPF pediu bloqueio dos bens para assegurar a devolução do dinheiro obtido com crimes de corrupção e desvio de dinheiro
São Paulo|Márcio Neves, do R7

A Justiça Federal de São Paulo determinou nesta terça-feira (11) o bloqueio de bens em nome de uma empresa de Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa, conhecido como Paulo Preto, atendendo um pedido da Força Tarefa do MPF (Ministério Público Federal).
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Entre os bens bloqueados estão dois imóveis e uma lancha em propriedade de uma empresa de Paulo. Segundo o MPF, a empresa era utilizada para blindar patrimônio, pois teria sido constituída em 2014 e nunca emitiu uma única nota fiscal ou empregou um funcionário.
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"A criação da empresa foi apenas uma manobra de Paulo Vieira de Souza para blindar seu patrimônio. Acusado de vários crimes de corrupção, peculato e cartel, Souza teria amealhado, ao menos, R$ 27 milhões em consequência dos delitos que cometeu desde que assumiu cargo de direção na Dersa, em 2007, conforme apontado pela Força Tarefa da Lava Jato em São Paulo", afirmou o MPF.
Na decisão, o juiz Diego Paes Moreira, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, especializada em lavagem de dinheiro, afirma que o MPF teria razão no pedido e que "há indícios de que a sociedade tenha sido constituída pelo réu para blindar seu patrimônio".
Além disto, um dos imóveis foi apontado pelo próprio Paulo Vieira como uma de suas residências durante uma audiência de custódia de 6 de abril de 2018 e a medida é necessária para assegurar a perda de bens oriundos de crimes e a reparação do dano decorrente dos crimes cometidos pelo acusado.














