São Paulo Justiça inocenta homem preso após falsa acusação da polícia em SP

Justiça inocenta homem preso após falsa acusação da polícia em SP

Polícia Civil diz que ele participou de um roubo, mas em um horário próximo ele havia sido vítima de uma tentativa de homicídio a 25 km de distância

Justiça inocenta homem preso após falsa acusação da polícia em SP

Edvan abraça sua mãe, logo após deixar a prisão nesta terça (2)

Edvan abraça sua mãe, logo após deixar a prisão nesta terça (2)

Edu Garcia/R7

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) decidiu nesta terça-feira (2) inocentar e colocar em liberdade Edvan Carlos de Jesus Santos, 27 anos, após ele ficar preso por 70 dias, segundo a família, acusado injustamente pela Polícia Civil de São Paulo de ter participado de um roubo no bairro do Rio Pequeno, na zona sul da cidade. 

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"Nossa liberdade não tem preço. Nunca pensei que eu ia passar por isto. Ainda estou tentando entender tudo que aconteceu, mas agora é voltar a batalhar e tentar encontrar um emprego", afirmou Edvan, logo após sair do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Osasco, no fim da tarde desta terça (2).

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A decisão levou em consideração as provas apresentadas pelo advogado Lucas Gabriel Correia Silva, conforme mostrou reportagem do R7 sobre a prisão de Edvan, que constestavam a versão apresentada pela Polícia Civil de São Paulo.

"Reputa-se que as provas dos autos demonstrem de forma clara que o réu não se encontrava no local dos fatos, no momento em que a vítima foi roubada", escreveu a juíza Carla de Oliveira, da 20ª Vara Criminal do Fórum da Barra Funda.

Edvan comemorou a liberdade e a inocência e agora quer retomar sua vida

Edvan comemorou a liberdade e a inocência e agora quer retomar sua vida

Edu Garcia/R7

No processo, o advogado de Edvan incluiu ligações para o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) de pessoas pedindo que ele fosse resgatado e informando que ele tinha acabado de ser alvo de tiros. Suas roupas e até um mapa com a distância do local do crime de que ele foi acusado até o local onde a ambulância fez o resgate também foram usados para provar o erro à Justiça.

Agora, o advogado pretende exigir do Estado reparação por ele ter sido preso por engano. "Vou entrar com uma ação indenizatória contra o Estado, pois a juíza reconheceu que não era ele", afirmou Silva.

A mãe de Edvan, Edna Jesus, que desde a prisão precisava tomar remédios para dormir, também comemorou a liberdade do filho. "Estou muito feliz, só tenho a agradecer por poder abraçar meu filho de novo", afirmou ela.

Ao lado da mãe ele deixa o CDP de Osasco, focado em encontrar um emprego

Ao lado da mãe ele deixa o CDP de Osasco, focado em encontrar um emprego

Edu Garcia/R7