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Latam demite piloto preso por suspeita de abuso de crianças

Sérgio Antônio Lopes também é suspeito de chefiar rede de exploração sexual de crianças e adolescentes

São Paulo|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Latam demitiu o piloto Sérgio Antônio Lopes, suspeito de chefiar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes.
  • A companhia afirmou ter uma política de tolerância zero para atos que desrespeitem seus valores e se colocou à disposição das autoridades.
  • Lopes foi preso após ser retirado de um avião em Congonhas e é acusado de aliciar meninas com documentos falsos.
  • A investigação revelou que ele participou de crimes de pornografia infantil e estupro de vulnerável por ao menos oito anos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Piloto levava para motéis menores de idade com documento falso Divulgação/Polícia Civil/Via Jornal de Brasília

A companhia aérea Latam demitiu nesta quarta-feira (11) o piloto de avião Sérgio Antônio Lopes, de 62 anos, suspeito de chefiar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes. Em nota, a Latam afirmou que Lopes “não faz mais parte do seu quadro de colaboradores”.

“A companhia adota a política de tolerância zero para ações e atos que desrespeitem os seus valores, ética e código de conduta permanecendo à disposição das autoridades para colaborar com as investigações”, concluiu a companhia aérea.


Até a publicação deste texto, a reportagem do Estadão tentou contato com a defesa dos suspeitos, mas sem sucesso. Este espaço segue aberto a manifestações.

Segundo as investigações, ele levava para motéis menores de idade com documento falso. Uma mulher de 55 anos também foi presa acusada de aliciar as próprias netas.


Piloto há cerca de 30 anos, ele foi preso na última segunda-feira (9), após ser retirado da aeronave no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Segundo a polícia, Lopes participa do esquema de pornografia infantil e estupro de vulnerável há ao menos oito anos. Ele teria “comprado” três meninas de 10, 12 e 14 anos, netas de Denise Moreo, de 55 anos. Ela também foi presa durante a operação.

A delegada Ivalda Aleixo, diretora do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa), responsável pela investigação afirmou em coletiva que “quando ele tinha contato físico com as crianças, ele as estuprava”. Lopes usava documentos falsos para conseguir levar crianças e adolescentes a motéis.

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