São Paulo Mais de 60 funcionários de hospital de SP são demitidos por SMS

Mais de 60 funcionários de hospital de SP são demitidos por SMS

Eles tinham contratos emergenciais há anos e foram dispensados sem qualquer explicação e se sentiram inconformados

  • São Paulo | Do R7, com informações da Record TV

Mais de 60 funcionários do hospital municipal do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo, foram demitidos por uma mensagem enviada em um grupo no celular. A forma da demissão deixou os profissionais inconformados. Além de constrangedor, esse tipo de demissão é ilegal.

Uma funcionária, que não quer ser identificada, relata que trabalhou no local por 10 anos. "Foi uma humilhação grande, um descaso enorme porque, assim, lidamos com pessoas dentro do hospital e não sou diferente de ninguém", disse à Record TV.

Médicos, enfermeiros, técnicos, auxiliares e recepcionistas foram surpreendidos com a notícia repentina da demissão. No comunicado, a responsável pelo anúncio pede desculpas pelo horário e pela "péssima notícia" e alerta que "nenhum funcionário com contrato de emergência precisava assumir o plantão".

Hospital demitiu 60 funcionários que trabalhavam há anos com contratos emergenciais

Hospital demitiu 60 funcionários que trabalhavam há anos com contratos emergenciais

Reprodução / Record TV

O choque foi tamanho que quase ninguém contestou o comunicado. Mas alguns funcionários procuraram o RH da instituição e não tiveram respostas sobre as demissões. "Não tem papel, nem nada", revela outra funcionária.

Advogados consultados pela Record TV afirmam que, mesmo que os contratos estivessem vencidos, uma mensagem coletiva não tem valor como rescisão contratual. Os acordos trabalhistas devem ser individuais e, preferencialmente, presenciais. Neste caso, caberia até uma ação por danos morais.

Outro lado

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que novas contratações estão em andamento e que o atendimento à população não será prejudicado. Disse ainda que os funcionários dispensados estavam ligados à Autarquia Hospitalar Municipal, que foi extinta em agosto de 2020, mas assegurou que os trabalhadores vão receber vencimentos ou indenizações de acordo com o estabelecido nos contratos.

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