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Mansão de Clodovil em Ubatuba, avaliada em R$ 1,6 milhão, pode ser demolida; entenda o motivo

Casa do estilista foi leiloada em 2018 para pagar dívidas deixadas após sua morte, por AVC, em 2009, aos 71 anos

São Paulo|Do R7

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Mansão fica em Ubatuba, no litoral de São Paulo
Mansão fica em Ubatuba, no litoral de São Paulo

Passados 14 anos da morte do estilista Clodovil Hernandes, a mansão construída por ele em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, pode ser demolida. A promotoria da cidade do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) entrou com ação para pedir a demolição da construção, por estar localizada em área de proteção ambiental. A casa, erguida entre a praia do Meio e a praia do Léo, tem 20 cômodos em uma área de 4.300 metros quadrados, mas está deteriorada, em razão do abandono.

O imóvel, que chegou a ser avaliado em R$ 1,6 milhão, foi leiloado para pagar dívidas deixadas pelo estilista, que também foi apresentador e político (deputado federal) de 2007 até sua morte, em 2009. O imóvel foi posto à venda em leilão pela 4ª Vara da Família e Sucessões de São Paulo. Após um primeiro leilão, em 2017, a mansão foi arrematada, em 2018, por R$ 750 mil, mas continua no centro de uma disputa judicial.


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A arrematante pediu a anulação do pregão sob alegação de que o edital não se referia à localização do imóvel em área de preservação ambiental. Ela afirmou que essa condição impede a plena utilização da mansão. O valor da arrematação foi depositado em conta judicial. A Justiça negou a devolução e determinando que a casa fosse transferida à compradora.

Sobreveio, no entanto, o pedido do MP para que a construção fosse demolida. A informação foi confirmada pelo escritório Queiroz Prado, responsável pelo espólio de Clodovil. O escritório informou que o pedido já foi contestado e está no aguardo da decisão da Justiça.


Apesar do abandono, a mansão de Clodovil ainda é cercada de curiosidades. A casa foi edificada em meio à vegetação de mata atlântica, com vista privilegiada para o mar. O estilista orientou o paisagismo do entorno e a construção de uma piscina abastecida por uma mina.

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Foi dele também a ideia de construir uma capelinha em homenagem à sua mãe, com o altar e o chão pintados por uma amiga de Clodovil. Chamava atenção um vaso sanitário colocado ao ar livre, ao lado de uma jacuzzi.

Em 2016, o MP conseguiu na Justiça a demolição de parte da estrutura, que teria invadido uma área de preservação permanente, considerada intocável. Foram demolidos o canil, parte da cozinha e a suíte da mansão. Agora, a promotoria quer a demolição total da construção e a recuperação da área em que foi construída.

Clodovil nasceu em Elisiário, no interior de São Paulo (antigo distrito de Catanduva), e fez sucesso na alta-costura na capital paulista. Depois de se tornar apresentador de TV, ele entrou na política. Em 2006, o estilista foi eleito deputado federal com a maior votação de São Paulo. Seu mandato iria até 2011. Ele morreu no dia 7 de março de 2009, aos 71 anos, após sofrer um acidente vascular cerebral.

A reportagem entrou em contato com o MP-SP para obter mais detalhes sobre o pedido de demolição da casa de praia de Clodovil e aguarda retorno.

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