São Paulo MC Kapela diz que 'quase morreu' em baile funk que deixou 3 mortos

MC Kapela diz que 'quase morreu' em baile funk que deixou 3 mortos

Funkeiro diz perdeu tênis, boné e microfone ao tentar sair correndo enquanto jogavam bombas de gás em direção ao palco. Caso aconteceu no sábado (17)

  • São Paulo | Kaique Dalapola, do R7

MC Kapela fazia show em "Baile do Vermelhão"

MC Kapela fazia show em "Baile do Vermelhão"

Reprodução

O MC Kapela, que se apresentava no  “Baile do Vermelhão”, no último sábado (17), quando houve tumulto com a chegada da PM e três pessoas morreram pisoteadas, usou as redes sociais para se posicionar sobre o ocorrido:

“Eu [estava] cantando e lá no fundo tinha bomba de gás. No microfone, eu falei: ‘está acontecendo alguma coisa lá’. Meu produtor disse para continuar o show. Continuei o show, veio uma bomba de gás na nossa direção”, diz o funkeiro.

O casal Mikaely Maria de Lima Lira, 27 anos, e Marcelo do Nascimento Maria, 34 anos, além de Ricardo Pereira da Silva, 21 anos morreram após serem pisoteados durante o tumulto baile funk de rua, que acontecia no bairro dos Pimentas, em Guarulhos (Grande São Paulo).

Depois do disparo da bomba contra o palco, Kapela afirma que avisou que, por causa da polícia, iria parar o show e ir embora. Segundo o cantor, a equipe dele começou a descer do palco, mas antes de sair “travou tudo”.

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“Começaram a pisar nas minhas costas, ficou [para trás] meu tênis, meu boné, meu microfone. Quase que eu morri, fui uma das vítimas, e agora estão tentando achar o culpado e jogar a culpa para cima de mim”, diz o cantor. Ele afirma que não instigou seus fãs a se rebelarem contra os policiais.

Para o R7, a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo) disse que a Polícia Militar "instaurou inquérito policial militar para apurar todas as circunstâncias dos fatos e verificar se há conexão entre as mortes e uma tentativa de abordagem, em que os suspeitos fugiram em direção à festa".

A reportagem questionou quem seriam esses "suspeitos", conforme apontado pela pasta, quais crimes teriam cometido e o motivo de a Polícia Militar usar bombas em meio à multidão. A pasta disse que esses questionamentos são investigados pelas políciais Civil e Militar.

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