Logo R7.com
RecordPlus

Médica teria testado arma antes de matar filho e nora no Alto da Lapa

Peritos encontraram bala e cápsulas no banheiro do quarto de Elaine Moreira Munhoz

São Paulo|Bárbara Garcia, do R7

  • Google News
Mariana e Giuliano foram encontrados mortos
Mariana e Giuliano foram encontrados mortos

A polícia diz acreditar que a médica Elaine Moreira Munhoz, de 56 anos, tenha testado a arma dentro de seu apartamento, no Alto da Lapa, Zona Oeste, antes de assassinar o filho, Giuliano Munhoz Landini, de 25 anos, e a nora, Mariana Marques Rodella, também de 25, e cometer suicídio.

Giuliano e Mariana estudavam medicina e estariam planejando se casar.


Os corpos dos três foram encontrados na manhã de sexta-feira no apartamento onde Elaine morava com o filho e o marido, no segundo andar do edifício RA Galvão (o condomínio, cujas unidades estão avaliadas em mais de R$ 1 milhão, fica na Rua Passo da Pátria).

A suspeita da polícia baseia-se no fato de que cinco cápsulas de bala de revólver e um projétil deflagrado tenham sido encontrados no banheiro da suíte onde Elaine dormia.


Morta enquanto dormia

De acordo com as investigações, a primeira vitima da médica teria sido a nora. Mariana, que havia passado a noite no apartamento, foi encontrada na cama de um dos quartos do apartamento, com um fermento de tiro próximo ao ouvido direito e outro no lado direito do peito, perto da axila.


O carro da jovem, um Uno vermelho, foi encontrado estacionado em frente ao condomínio.

O delegado Daniel Coen, assistente do 91º DP (Ceagesp), afirma que, provavelmente, no momento em que Mariana foi morta, Giuliano não estava em casa. Ele teria descido para passear com o cachorro da família.


O marido de Elaine, o médico Alexandre dos Santos Landini, de 55 anos, também já teria saído para trabalhar.

Vizinhos ouviram gritaria em apartamento onde família foi encontrada morta

Leia mais notícias de São Paulo

Empregada ouviu tiros

A empregada da família, E.L.S., de 41 anos, teria chegado no apartamento pouco depois da morte de Mariana. Ela afirmou à polícia que entrou no local por volta das 8h. Em seguida, Giuliano voltou do passeio com o cachorro.

E. diz, então, ter escutado os tiros. A polícia ainda apura se houve uma discussão entre mãe e filho antes do assassinato. A empregada afirma que, por medo, deixou o apartamento por alguns minutos. Ao voltar, encontrou o rapaz ensanguentado na sala.

Giuliano estava caído, de barriga para baixo, com marcas de tiros no peito, braço esquerdo e face direita.

E. diz ter descido correndo até a portaria para chamar a PM.

Porta trancada

Elaine teria, então, se trancado em seu quarto e cometido suicídio. Os policiais que foram ao local tiveram de arrombar a porta do cômodo. A médica foi achada com a arma, um revólver 38, ainda em punho, com um ferimento de tiro na boca.

Com capacidade para seis disparos, o revólver marca Taurus não tinha registro. Em depoimento, o marido de Elaine disse desconhecer a origem da arma.

Premeditação e terapia

O fato de o revólver ter sido, aparentemente, comprado pela médica e o suposto teste da arma realizado no banheiro do quarto de Elaine levam a polícia a acreditar que a médica tenha premeditado o crime.

De acordo com o depoimento do marido, Elaine estava deprimida desde o final do ano passado. Ela chegou a iniciar uma sessão de terapia – teria participado de três ou quatro sessões, segundo o delegado Coen.

Motivo

O motivo do crime, porém, ainda é um mistério para os investigadores. Havia suspeitas de que Elaine estivesse descontente com o possível casamento do filho, mas o delegado Coen disse que não há informações concretas sobre isso.

As imagens de câmeras de segurança do prédio e dos arredores devem ser analisadas pela polícia. Os laudos, que devem auxiliar à comprovação da dinâmica do crime, só devem ficar prontos no próximo mês.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.