São Paulo Menino envenenado por marmita será transferido de hospital em SP

Menino envenenado por marmita será transferido de hospital em SP

Segundo Flávio Araújo, pai de Fábio, de 11 anos, filho não fala ou anda, se alimenta pela sonda e só agora vai receber cuidados de especialistas

  • São Paulo | Joyce Ribeiro, do R7

Três meses depois, ninguém foi preso e menino de 11 anos permanece internado

Três meses depois, ninguém foi preso e menino de 11 anos permanece internado

Reprodução / Record TV

Pouco mais de três meses desde o envenenamento das marmitas em Itapevi, na Grande São Paulo, Fábio Abraão de Araújo, de 11 anos, que está internado e teve sequelas neurólogicas após a ingestão do alimento, vai conseguir transferência médica. No dia 22 de julho, dois homens em situação de rua morreram e uma adolescente de 17 anos foi hospitalizada, mas já teve alta médica, depois de comer a marmita que continha chumbinho.

O pai do garoto, Flávio Araújo, está confiante agora porque o filho vai para uma unidade especializada em crianças para dar continuidade ao tratamento: "Tem de tudo lá no Hospital Cruz Verde, no Ibirapuera, médico para a cabeça, piscina pra fisioterapia. Já entreguei todos os documentos. Ele vai ser transferido às 9h da manhã desta terça-feira (27)". 

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O garoto está no Hospital Geral de Pirajussara, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, e o pai acusa a unidade de não dar a atenção necessária ao filho. Fábio inclusive estaria de alta, mas o pai entende que não há condições para isso e que o tratamento em casa seria complicado. "Ele não fala, não anda, usa fralda e só come por sonda", explica.

Flávio foi quem ofereceu a marmita ao filho e à namorada depois de recebê-la de um morador de rua. 

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Investigação

Vagner Aparecido Gouveia de Oliveira, de 37 anos, e José Araujo Conceição, de 61 anos, viviam nas ruas de Itapevi, perto de um posto de gasolina, e morreram na hora. Um cachorro também morreu após ingerir a marmita envenenada.

O delegado já ouviu mais de 20 testemunhas sobre o caso, mas ninguém foi preso. Há três suspeitos em investigação.

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O laudo descarta que as marmitas tenham sido envenenadas dentro da cozinha onde foram preparadas para doação. A polícia considera a hipótese de vingança contra os moradores de rua.

Para Flávio Araújo, é urgente descobrir quem envenenou as marmitas: "Quanto mais tempo demora, mais difícil é pra prender quem fez isso".

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