São Paulo Metrô rompe contrato de obras da Linha 17-Ouro em São Paulo

Metrô rompe contrato de obras da Linha 17-Ouro em São Paulo

Companhia precisará refazer licitação para contratar obras de acabamento, entre outras, do monotrilho da Zona Sul, prometido para 2013

  • São Paulo | Do R7

Futura Estação Vereador José Diniz, na Zona Sul de SP

Futura Estação Vereador José Diniz, na Zona Sul de SP

Divulgação/Metrô - julho/2020

O Metrô de São Paulo rompeu neste sábado (30) um dos cinco contratos que possui para as obras da Linha 17-Ouro do monotrilho, que ligará a Marginal Pinheiros ao aeroporto de Congonhas, atravessando em boa parte do percurso a Avenida Jornalista Roberto Marinho.

A decisão deve atrasar ainda mais a conclusão da obra, prometida para 2013, e que já teve diversas paralisações nos últimos anos. A última previsão feita pelo governador João Doria foi de entrega em 2022. 

O contrato com a empresa Constran Internacional Construções, anulado agora pelo Metrô, previa a execução de obras de acabamento, paisagismo, comunicação visual e instalações hidráulicas das estações Congonhas, Brooklin Paulista, Jardim Aeroporto, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Pátio Água Espraiada, incluindo também ciclovia, entre outras coisas.

O contrato foi anulado após a concorrente Coesa Engenharia Ltda conseguir demonstrar na justiça que houve irregularidades no processo licitatório que culminou com a contratação da Constran. Dessa forma, o Metrô vai retomar a licitação da obra. 

Copa

A linha foi anunciada em 2009, quando se debatia o uso do estádio do Morumbi na Copa do Mundo de 2014. O monotrilho continuou em construção mesmo após a decisão pela construção da Arena Corinthians, na Zona Leste da capital.

A Linha 17-Ouro, porém, diminuiu de tamanho. O governo estadual congelou trechos que iriam para a região de Paraisópolis, em uma das pontas, e para a Estação Jabaquara do Metrô, no outro extremo. 

Operário morre em obra da linha 17-Ouro do Monotrilho em São Paulo

Enquanto a obra atrasa, a região da Avenida Jornalista Roberto Marinho fica degradada. A parte inferior das vias elevadas é frequentemente ocupada por moradores de rua, alvo de pichações ou da ação de traficantes.

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