São Paulo Metroviários trabalham normalmente nesta quinta (20)

Metroviários trabalham normalmente nesta quinta (20)

Categoria rejeita a proposta do Metrô, mas aceita sugestão do TRT e decide suspender a greve após um dia de paralisação

Portões da Estação Vila Prudente da Linha 5 do Metrô, parada na noite de quarta-feira (19)

Portões da Estação Vila Prudente da Linha 5 do Metrô, parada na noite de quarta-feira (19)

YURI MURAKAMI / FOTOARENA / ESTADÃO CONTEÚDO - 19.05.2021

Mesmo sem acordo com o Metrô, os metroviários de São Paulo decidiram suspender a greve e voltam a trabalhar normalmente nesta quinta-feira (20). A decisão foi tomada em assembleia na noite de quarta (19).

Na reunião do sindicato, a categoria votou por aceitar a proposta apresentada pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho) e pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) em audiência de conciliação. No entanto, os metroviários rejeitam a sugestão do Metrô. 

O plano apresentado pelo TRT e MPT incluía reajuste no salário e nos vales Refeição e Alimentação de 7,79% a partir deste mês. O Metrô não aceitou as sugestões e sugeriu melhorar apenas sua proposta feita anteriormente, antecipando o pagando da PR (participação de resultados) de 31 de janeiro de 2022 para 31 de agosto de 2021 e o abono salarial de 31 de março de 2022 para 31 de janeiro de 2022.



O companhia, no entanto, aceitou uma cláusula de paz, que prevê que não haja demissão, punição ou desconto salarial dos grevistas, sob a condição de que a paralisação fosse suspensa a partir da meia-noite. 

Reivindicações

Os metroviários entraram em greve à meia-noite de quarta-feira (19). De acordo com o Sindicato do Metroviários, em reuniões de negociação, o Metrô negou reajuste de salários e benefícios e também negou as participações nos resultados de 2019 e 2020.

Segundo a categoria, também houve a retirada do auxílio-transporte e do Adicional Risco de Vida. A entidade reivindica reposição salarial baseada no IPC-Fipe dos últimos 2 anos de 9,72%, reposição de Vale Refeição e Vale Alimentação de 29%, entre outros. A categoria classificou como intransigente a postura do governador João Doria (PSDB) e da direção do Metrô em relação às reivindicações.

O Metrô de São Paulo obteve uma liminar que garantia a circulação de 80% da frota nos horários de pico e de 60% no entrepico, mas a medida judicial não foi cumprida.

Funcionamento

Mesmo com a greve de 24 horas dos metroviários em São Paulo, pouco antes das 7h desta quarta-feira foi possível ver alguns trens voltarem a circular parcialmente.

Na Linha 1-Azul, a circulação ocorre apenas entre as estações Ana Rosa e Luz. Na Linha 2-Verde, os trens operam entre o Alto do Ipiranga e Clínicas e, na Linha 3-Vermelha, a circulação ocorre apenas entre a estação Bresser-Mooca e a Santa Cecília.

As estações da Linha 15-Prata (monotrilho) permanecem fechadas. Já as Linhas 4-Amarela e 5-Lilás operam normalmente desde às 4h40 porque foram concedidas à inciativa privada e os funcionários não fazem parte do movimento de greve.

A SPTrans informou que o Paese (Plano de Atendimento entre Empresas em Situação de Emergência) foi acionado às 4h. Nove linhas especiais que saem das estações do Metrô até a região central foram criadas para atender os passageiros, com uma frota total de 300 coletivos.

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