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Mistério: polícia investiga como homicídio a morte de criança amarrada e enforcada com fios

Principal suspeito, padrasto da menina de 12 anos havia sido condenado a 15 anos de cadeia por assassinar a ex-companheira

São Paulo|Guilherme Gomes e Kathlleen Teixeira, da Agência RECORD

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Crueldade: menina de 12 anos foi achada amarrada e enforcada em casa na Grande São Paulo Reprodução/RECORD

A Polícia Civil de Carapicuíba investiga a morte de uma menina de 12 anos, encontrada amarrada e enforcada com fios no sábado (19), como homicídio.

O padrasto da jovem, que já foi condenado a 15 anos de cadeia por matar uma ex-companheira, é o principal suspeito do crime. O motivo para ele estar solto é desconhecido. Ele está foragido.


A reportagem da RECORD tentou, durante a manhã deste domingo (20), contato com o Instituto Médico Legal de Osasco, responsável por receber os corpos da cidade de Carapicuíba, mas não conseguiu retorno.

Ainda não há informações de velório e enterro da adolescente.


RESUMO DA NOTÍCIA

  • Polícia investiga a morte de uma menina de 12 anos como homicídio.
  • A menina foi encontrada amarrada e enforcada.
  • O padrasto da menina é o principal suspeito e já foi condenado por assassinar a ex-companheira.
  • A razão para o padrasto estar em liberdade é desconhecida.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Criança amarrada e enforcada

Uma criança, de 12 anos, foi encontrada morta, com as mãos amarradas, no interior de uma residência em Carapicuíba, Região Metropolitana de São Paulo, na tarde de sábado (19).

Uma testemunha, contou à RECORD que ele e o pai cuidaram dos irmãos da vítima, identificada como Nicolly Fernandes Marques, ao longo da manhã deste sábado (19).


O padrasto da vítima, Anderson Pereira Ramos, de 46 anos, principal suspeito do crime, pediu para que os vizinhos cuidassem das crianças pois a mãe dos menores desmaiou enquanto trabalhava e precisava de ajuda.

Na tarde de sábado, a babá chegou para trabalhar e buscou as crianças menores com os vizinhos. O trio entrou no apartamento, e a babá deu comida para os irmãos da vítima, que estavam sentados no sofá. Depois, a mulher foi ao banheiro, para encher a banheira na qual daria banho nos pequenos.


A mulher, então, entrou no quarto em que Nicolly estava e acendeu a luz, para pegar as roupas e fraldas do bebê. Viu a vítima deitada na cama, de bruços e brincou com a garota: “Oxe Nicolly, você está aí, é?”. Depois, colocou a mão na menina, virou o corpo e viu a garota amarrada, com panos no pescoço, ensanguentada e toda roxa.

Chocada com a cena, a funcionária começou a gritar e pediu ajuda aos vizinhos, que tentaram reanimar a menina por meio de massagem cardíaca. O proprietário da casa foi ao apartamento e relatou à mulher a atitude suspeita do padrasto.

Equipes do Corpo de Bombeiro foram acionadas ao endereço e constataram o óbito.

Pistas do crime

Não há, até o momento, uma possível explicação para o crime. Nicolly nunca apareceu com marcas de hematoma, segundo a babá.

Um vizinho afirmou que o suspeito chegou a brigar com a família, em diversas oportunidades, por causa de Nicolly. Os vizinhos ouviam xingamentos proferidos pelo rapaz a Nicolly e à mulher. A babá respaldou a informação do vizinho, de que Nicolly e o padrasto brigavam muito: “Era um xingando o outro”.

O homem chamava a menina de preguiçosa, fofoqueira, linguaruda e a culpava por crises no relacionamento.

A babá contou à RECORD que cuidava de Nicolly e dos irmãos, um menino de 5 anos e um bebê de 1 ano e três meses há “muito tempo”. A mulher conta que a vítima era uma criança alegre, estudiosa, que gostava de brincar.

Irmãos da vítima

As crianças não relataram nada aos vizinhos e não apresentavam marcas de agressão. Ambas as crianças são filhas do suspeito, menos Nicolly, que é fruto de outro relacionamento da mãe da família.

Os vizinhos, também, comentaram que a mãe de Nicolly chegou ao local, após o crime, por volta das 13h. A mulher não estava no endereço na hora da ação criminosa.

Em depoimento, a mãe de Nicolly afirmou que o companheiro mantinha relações extraconjugais, mesmo namorando. Por conta disso, a vítima brigava com o padrasto por permanecer com a mãe, mesmo traindo. O atrito era uma das razões das brigas constantes na família, que também eram motivadas pela desobediência da menor.

A mãe contou que deixou os filhos com Anderson, por volta das 4h30, para trabalhar. O companheiro iria sair de casa somente às 11h. Também disse que na última vez que viu Nicolly, estava bem, dormindo em seu quarto.

A mãe diz que assim que saiu do serviço, recebeu diversas ligações e, quando chegou ao local, teve a notícia de que sua filha tinha morrido.

Mentiras do suspeito

Informações iniciais dão conta que o rapaz mentiu aos vizinhos e que a companheira não passou mal enquanto trabalhava.

O Cidade Alerta, da RECORD, teve acesso, com exclusividade, ao Boletim de Ocorrência do caso. O documento põe o nome do padrasto como investigado. Até o momento, o homem não foi localizado e é apontado como principal suspeito pelo crime.

A babá também relatou ter encontrado um alicate no banheiro, fios (utilizados para enforcar a garota) na privada.

O padrasto de Nicolly tem passagem pela justiça por homicídio e é usuário de drogas.

O homem, também, ameaçava a companheira de morte e dizia que se o casal terminasse, ele levaria as crianças.

A dona de um comércio em frente ao local do crime contou o momento em que a mãe de Nicolly chegou à cena do crime. A genitora “chorava, gritava, enquanto era consolada pela prima”. Depois, a mulher se acalmou. Em nenhum momento, a mulher citou o nome do companheiro. O marido da comerciante diz ter visto o padrasto de Nicolly fugindo da cena do crime.

A idosa também contou que, às vezes, via o suspeito saindo de casa, geralmente de mototáxi. Ela não ouviu gritos de socorro. Há a suspeita de que o homem usou métodos que impediram a possibilidade de defesa.

Apuração da polícia

Marcelo Prado, delegado responsável pelas investigações do caso, afirmou que todas as equipes de Carapicuíba estão empenhadas nas buscas ao suspeito. O homem foi condenado há 15 anos de prisão por assassinar a ex-companheira, em Itaquaquecetuba. Não se sabe porque o suspeito foi solto.

Equipes de perícia foram acionadas e se deslocaram ao endereço dos fatos. A investigação aguarda os laudos para saber mais detalhes acerca das violências cometidas contra a menor de idade.

A princípio, constatou-se que Nicolly foi enforcada, além de apresentar lesões nos olhos. Ainda é prematuro afirmar se a menor foi vítima de violência sexual, mas a Polícia Civil não descarta essa possibilidade.

O caso foi registrado como homicídio e estupro no 1° Distrito Policial de Carapicuíba.

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