Logo R7.com
RecordPlus

Moradores pedem paz e justiça em bairro onde grávida foi baleada

Grupo fez um minuto de silêncio e realizou caminhada por ruas da região

São Paulo|Ana Ignacio, do R7

  • Google News
Quem reside no bairro está preocupado com a violência na região
Quem reside no bairro está preocupado com a violência na região

Moradores do Horto do Ypê, na zona sul de São Paulo, começaram por volta das 18h30 desta quinta-feira (10) um protesto pedindo paz e justiça. Eles reclamam da falta de segurança no local. Na última terça-feira (8), a assistente administrativa Daniela Nogueira Oliveira, de 25 anos, grávida de nove meses, foi baleada na cabeça durante uma tentativa de assalto na rua em que morava. Ela teve a morte cerebral confirmada nesta tarde.

Após o início da manifestação, o grupo de mais de 300 moradores fez um minuto de silêncio em homenagem a Daniela. Em seguida, eles começaram a andar por ruas do bairro com faixas. O grupo usava apitos, batiam em panelas e pediam por "Justiça" e "Segurança".


Leia mais notícias de São Paulo

Bairro onde grávida baleada mora é alvo constante de assaltos


Vizinhos cancelaram segurança dois meses antes de crime

A população do bairro, alvo constante de assaltos, está preocupada com a falta de policiamento e segurança na área. O professor de educação física Washington dos Santos participava do protesto. Ele mora no Horto há 13 anos e já foi vítima da violência.


— A comunidade está sofrendo com vários crimes. Em outubro de 2012, também sofri uma tentativa de assalto e achei que fosse levar um tiro. Nós queremos justiça e mais segurança. 

Alberto Kanashiro, morador do bairro há três anos, também relata problemas da região. Para ele, a falta de iluminação prejudica muito a segurança. 


— Trabalho com feira e sempre saio bem cedo. As ruas são todas escuras, várias lâmpadas estão quebradas. Já roubaram um caminhão meu aqui dentro. Na rua onde a Daniela foi baleada tinha um poste com lâmpada quebrada.

A vice-presidente da Associação do Bairro do Horto do Ypê, Susanne Spengler, também compareceu ao protesto desta quinta-feira. Para ela, a união dos moradores foi positiva, mas é necessário, agora, que todos invistam na segurança do local. Há dois meses, o serviço de segurança particular contrato pelo condomínio foi cancelado por falta de adesão dos moradores. 

— É uma pena que tenha acontecer isso para que os moradores se mobilizem. A região do Campo Limpo é perigosa, mas é muito grande. A polícia não consegue dar conta de todos os bairros. Para ter segurança precisamos pagar. Espero que as coisas mudem agora e que as pessoas participem mais das decisões do condomínio. 

Após a caminhada, o grupo se reuniu em frente ao prédio onde Daniela morava. Os manifestantes cantaram e oraram em apoio à família. Os moradores pretendem, agora, levar as reinvindicações para a Subprefeitura, como explica Washington dos Santos

— Vamos aguardar. Temos que fazer com reflexão e sem violência para pedir melhorias. 

Retrato falado

A polícia divulgou, no fim da tarde desta quinta-feira (10), o retrato falado do suspeito de ter atirado na assistente administrativa Daniela Nogueira Oliveira, 25 anos, baleada na cabeça durante tentativa de assalto na zona sul de São Paulo, na noite de terça-feira (8).

A imagem foi feita com base no relato de uma testemunha que cruzou com o criminoso logo após o disparo. Ela informou ter visto um homem alto, magro e de pele negra, correndo com uma arma na mão.

Leia mais notícias na nova home do portal R7

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.