São Paulo Morre o desembargador do TJ-SP, Antônio Carlos Malheiros

Morre o desembargador do TJ-SP, Antônio Carlos Malheiros

Presidente do Tribunal decretou luto oficial por três dias no Judiciário do Estado. Ele era defensor dos direitos das crianças

  • São Paulo | Do R7

Desembargador do TJ, Antônio Malheiros, morreu em SP

Desembargador do TJ, Antônio Malheiros, morreu em SP

Divulgação / TJ-SP

O desembargador do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), Antonio Carlos Malheiros, morreu na madrugada desta quarta-feira (17). O presidente do Tribunal, Geraldo Francisco Pinheiro Franco, decretou luto oficial por três dias no Judiciário do Estado de São Paulo. 

"Um dia muito triste para todos que demanda orações, quaisquer que sejam as crenças. Os integrantes do Órgão Especial, na sessão a ser realizada hoje, prestarão homenagens ao desembargador Antonio Carlos Malheiros que, até poucos dias, mesmo adoentado, participou dos julgamentos do colegiado. Vão se as boas ações por ele realizadas e fica o exemplo a ser seguido e imitado", informou o órgão em nota. 

A causa da morte não foi divulgada até o momento.

Malheiros era respeitado entre os colegas e exercia outras atividades como voluntário. "O jurisdicionado perde um defensor de seus direitos. Os servidores do Poder Judiciário perdem o seu mais fervoroso defensor, presente há muitos anos em todas as lutas e reivindicações. Os amigos perdem o “Malha” que deixará um vazio insubstituível. As crianças hospitalizadas perdem o palhaço Totó, contador de muitas histórias", detalhou o comunicado do TJ.

O desembargador ficou conhecido por defender os direitos das crianças e adolescentes. Em 2016, ele recebeu a Medalha Anchieta e o diploma de Gratidão da Cidade São Paulo, oferecido pela Câmara Municipal, a mais alta homenagem às pessoas que prestaram relevante serviço à comunidade paulistana.

Formado pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco, Antônio Carlos Malheiros desempenhou um trabalho voltado aos direitos humanos, principalmente com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Ainda estudante, deu aulas de reforço em uma comunidade na zona sul e atuou durante 15 anos com a população de rua.

Em nota, a reitoria da PUC-SP lamentou a morte do professor. "Profundamente consternados, comunicamos o falecimento do Pró-reitor de Cultura e Relações Comunitárias. O momento é de enorme tristeza. Manifestamos nossos sentimentos e solidariedade aos familiares e aos seus tantos amigos. Ter convivido e desfrutado do privilégio da amizade da grande figura humana, profissional e docente que foi e segue sendo é o que nos consola."

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