São Paulo Motorista de aplicativo é assaltada e estuprada em SP

Motorista de aplicativo é assaltada e estuprada em SP

Conforme registro na polícia, caso aconteceu na noite da última segunda-feira (7), na Vila Nova Cachoeirinha, zona norte de SP

  • São Paulo | Isabelle Gandolphi, da Agência Record

Mulher foi vítima de estupro em roubo

Mulher foi vítima de estupro em roubo

Freepik

Uma arquiteta que atua como motorista de aplicativo em São Paulo foi vítima de roubo e estupro após aceitar corrida na Vila Nova Cachoeirinha, zona norte paulistana, por volta das 20h30 de segunda-feira (3).

Segundo informações do boletim de ocorrência, a motorista, que tem 32 anos, recebeu um chamado para corrida, por meio do aplicativo 99. Ao chegar no local, encontrou o passageiro, primeiramente identificado como Quintino. Ele entrou no banco de trás do veículo, um Renault Duster, e prontamente apontou uma pistola para a cabeça de Andreia anunciando o assalto.

Ele colocou a máscara de proteção da motorista em seus olhos, exigiu que ela passasse para o banco de trás e assumiu a direção. O homem rodou por alguns minutos com o carro, sempre ameaçando a vítima, até que parou em um ponto e um segundo suspeito embarcou.

O segundo homem sentou no banco de trás e colocou um capuz em Andreia. Ele a obrigou a passar para o porta-malas por uma passagem existente no assento.

Os criminosos continuaram andando com o carro, e, em outro endereço, embarcaram mais dois envolvidos. Andreia relatou que, durante todo o trajeto, os homens discutiam o que fariam com ela e com os objetos roubados.

A quadrilha afirmava que iria estupra-la e matá-la, "cortaria" seu carro em um desmanche de veículos e "picaria" seu notebook. Algum tempo depois, eles pararam de novo e um quinto suspeito abriu o porta-malas.

Andreia afirmou que ele tirou o tênis que ela calçava e sua blusa. Ele começou a passar a mão pelo corpo, principalmente nos seios e em sua região íntima.

Como tinham alguns medicamentos no seu carro, os criminosos questionaram se Andreia era portadora de alguma doença. A vítima, então, afirmou que possuía HIV. Neste momento, o homem recuou e cessou o abuso sexual.

A motorista apelou para que a quadrilha não fizesse nenhum mal para ela, pois seu filho estava com uma cirurgia marcada para a manhã do dia seguinte. A quadrilha discutiu e decidiu que levaria seus pertences, mas a deixaria ir embora com o carro.

Eles exigiram que ela passasse suas senhas do celular, notebook e bancária. Ameaçada, Andreia informou suas chaves.

Os homens pararam mais algumas vezes, de maneira que eles foram desembarcando. Pela rua Giorgina Pereira da Silva, em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, Andreia foi abandonada no porta-malas do carro.

Após um tempo, ela conseguiu sair do veículo e pediu ajuda para um rapaz que passava pelo local, acompanhando-a até a delegacia.

No Distrito Policial, a vítima entrou em contato com o banco, que identificou uma transferência de R$ 250 via PIX para Felipe Quintino Araújo, por volta das 21h40.

Com isso, a polícia localizou o homem no sistema e Andreia o reconheceu, sem sombra de dúvidas, como o solicitante da corrida. Também foi constatado que o endereço residencial do homem fica a 500 metros do endereço da solicitação da viagem.

Além do dinheiro transferido de sua conta, os criminosos levaram seu notebook, celular e R$ 80 em espécie.

O caso foi registrado como roubo e estupro na delegacia de Franco da Rocha.

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