MP recorre de decisão da Justiça após Anna Carolina Jatobá seguir para o regime aberto
Ela foi condenada pelo assassinato da enteada Isabella Nardoni, de 5 anos; a menina foi espancada e jogada da janela do 6° andar
São Paulo|Nayara Paiva e Isabelle Gandolphi, da Agência Record

O MPSP (Ministério Público de São Paulo) vai recorrer da decisão de progressão ao regime aberto de Anna Carolina Jatobá, condenada pela morte de Isabella Nardoni, em março de 2008. A informação foi confirmada pelo órgão nesta quarta-feira (21). Como o processo corre em segredo, outros detalhes não serão divulgados.
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Ela foi considerada culpada por homicídio triplamente qualificado junto com o pai da garota, Alexandre Nardoni, por ter matado a menina e a jogado da janela do apartamento onde moravam, na zona norte de São Paulo.
Inicialmente condenada a 26 anos de prisão em regime fechado, Jatobá deixou a Penitenciária Feminina 1 de Tremembé, no interior de São Paulo, após a decisão judicial proferida pela 2ª Vara das Execuções Criminais de Taubaté, às 19h45 desta terça-feira (20).
Jatobá conseguiu reduzir uma parte da pena ao trabalhar como costureira na prisão. Em 2017, ela migrou para o regime semiaberto, obtendo a possibilidade de trabalhar ou estudar fora e voltar ao presídio para dormir. Nessa modalidade, o preso tem direito a cinco saídas temporárias por ano — e pode retornar à prisão após até sete dias.
Em 2020, Anna Carolina acabou voltando temporariamente ao regime fechado, ao ser flagrada realizando uma chamada de vídeo de dentro do presídio.
Em maio, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) determinou que a Justiça de São Paulo examinasse o pedido dela de progressão ao regime aberto. Os ministros analisaram um recurso da defesa da detenta depois que o juiz estabeleceu a realização de diferentes exames criminológicos e de teste psicológico antes de se decidir pela progressão da pena. Um dos exames exigidos foi o teste de Rorschach, que usa cortões com manchas de tinta para examinar traços da personalidade de uma pessoa.
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Suzane von Richthofen, solta na quarta-feira (11), após a Justiça determinar a progressão de sua sentença para o regime aberto, cumpria pena na penitenciária Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, no interior de São Paulo. No local, estão ou esti...
Suzane von Richthofen, solta na quarta-feira (11), após a Justiça determinar a progressão de sua sentença para o regime aberto, cumpria pena na penitenciária Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, no interior de São Paulo. No local, estão ou estiveram outras mulheres condenadas ou que esperam julgamento em casos de assassinato que ganharam notoriedade. Entre os nomes estão Elize Matsunaga, Anna Carolina Jatobá, Ana Flávia Martins Gonçalves e Carina Ramos de Abreu



















