São Paulo MP-SP pede informações sobre apuração de coronel afastado

MP-SP pede informações sobre apuração de coronel afastado

Oficial da Polícia Militar de São Paulo é investigado por divulgar manifestação em 7 de setembro e criticar governo paulista

  • São Paulo | Letícia Dauer, da Agência Record

Coronel afastado da Polícia Militar

Coronel afastado da Polícia Militar

Reprodução/Facebook

O MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) pediu à Corregedoria da Polícia Militar, nesta quarta-feira (25/8), informações sobre IPM (Inquérito Policial Militar) instaurado para apurar se a conduta do coronel Aleksander Lacerda configura violação ao artigo 166 do Código Penal Militar (criticar publicamente qualquer resolução de governo).

Nas redes sociais, o coronel criticou atos do governo do Estado ao divulgar manifestação prevista para o dia 7 de setembro. Caso o IPM não tenha sido instaurado, os promotores requisitaram à Corregedoria que tome essa providência.

O ofício é assinado pelos promotores de Justiça Militar Marcel Del Bianco Cestaro e Giovana Ortolano Guerreiro Garcia. No documento, Cestaro e Giovana mencionam notícias dando conta de que policiais militares devem se mobilizar do interior para a capital e solicitam à Corregedoria informações sobre eventuais apurações de inteligência para detectar a participação de PMs da ativa nos atos convocados e se tem programado ações para impedir que isso ocorra, bem como a utilização de armas de fogo da corporação nessas ocasiões.

O protesto

Movimentos bolsonarista e anti-bolsonarista disputam o direito de realizar manifestação no dia 7 de setembro na avenida Paulista, no centro da capital.

Movimentos sociais, como Frente Povo Sem Medo e Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, fizeram uma representação à Procuradoria-Geral de Justiça pela preferência na utilização da avenida, durante o feriado.

O Ministério Público de São Paulo afirmou, por telefone, que aguarda as respostas da Prefeitura de São Paulo e do governo estadual. A Secretaria de Segurança Pública, representando o governo estadual, afirmou à reportagem que a pasta não irá se pronunciar por enquanto.

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