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Mulher declarada morta após ser atropelada recebe alta após 19 dias no hospital

Vítima passou nove dias em UTI e está com dificuldade de locomoção e na fala

São Paulo|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Mulher de 29 anos, Fernanda Cristina Policarpo, foi declarada morta após atropelamento, mas reanimada e recebeu alta hospitalar após 19 dias.
  • Ela passou nove dias em UTI, enfrentando dificuldades de locomoção e fala, mas a equipe médica prevê recuperação total com reabilitação.
  • A equipe médica estancou hemorragias sem cirurgia e a paciente saiu consciente e orientada, mas necessitará de fisioterapia.
  • A Secretaria de Saúde abriu investigação sobre a médica que atestou a morte, e a Polícia Civil apura a negligência médica e as circunstâncias do acidente.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Corpo da mulher chegou a ser coberto com manta térmica e removido para o acostamento Divulgação/Artesp - 18.01.2026

A mulher de 29 anos declarada morta e depois reanimada após sofrer atropelamento em uma rodovia de Bauru, no interior de São Paulo, deixou o hospital nesta quinta-feira (5). Fernanda Cristina Policarpo saiu de maca e foi levada para casa, mas ainda deve passar por reabilitação. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, a alta foi dada após 19 dias internada sendo 9 em UTI. Ela está com dificuldade de locomoção e na fala, mas a equipe médica prevê recuperação total.

Fernanda foi atropelada no dia 18 de janeiro por um veículo Chevrolet Tracker, quando atravessava da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294). O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado e uma médica do serviço declarou Fernanda como morta. A vítima foi coberta com uma manta térmica e o Instituto Médico Legal chegou a ser acionado para a remoção do corpo.


No entanto, um médico da concessionária Eixo SP, que administra a rodovia, percebeu os movimentos respiratórios da jovem e iniciou o procedimento de reanimação. Fernanda foi encaminhada ao Pronto-Socorro Central da cidade e, depois, ao Hospital de Base de Bauru, onde foi internada em estado grave na UTI. Ela sofreu politraumatismo e ferimentos generalizados.

Publicações em redes sociais mostram a saída de Fernanda do hospital, que é estadual, sob gestão da Famesp, em meio a um corredor humano formado por médicos, enfermeiros e funcionários. Em uma das publicações, a mãe da paciente, Adriana Cristina Roque, agradece as equipes que cuidaram da jovem durante a internação e diz que a filha receberá os cuidados para que volte a ser a mesma de antes do acidente.


O médico Bruno Nascimento Rosa Hercos, coordenador da UTI adulto e supervisor da área de clínica médica do hospital, disse ao Estadão que Fernanda chegou com um quadro grave, com pressão muito baixa e sangramento abdominal.

“Ela foi direto para a UTI e recebeu um tratamento multidisciplinar, mas conservador. Conseguimos estancar as hemorragias sem necessidade de cirurgia”, afirmou. “A gente tinha muita preocupação com a parte neurológica, mas ela saiu consciente, orientada e conversando com a gente.”


Tendência é de recuperação completa

Segundo o médico intensivista, Fernanda vai precisar de reabilitação, com fisioterapia que é ofertada pela rede municipal de saúde.

“Ela saiu com uma doença muscular decorrente de tudo o que ela passou e vai depender da reabilitação motora que demanda alguns meses de tratamento. Por ter o neurológico totalmente preservado a tendência é que se recupere plenamente”, diz.


A prefeitura informou que, assim que solicitada, a rede municipal dará suporte e acompanhamento à paciente em suas unidades de saúde.

Conforme o município, a médica que atestou a morte de Fernanda foi afastada preventivamente de suas atividades e a secretaria municipal de saúde instaurou uma apuração técnica para esclarecer o episódio. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar eventual negligência médica. Em outro inquérito, a polícia apura as circunstâncias do acidente.

O Conselho Regional de Medicina (Cremesp) também abriu investigação - o processo corre em sigilo.

O nome da médica não foi divulgado e, por isso, não foi possível localizar a sua defesa.

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