São Paulo Município de São Paulo entra no programa Internet Para Todos

Município de São Paulo entra no programa Internet Para Todos

Com a entrada no programa federal, acesso à internet será levada para regiões periféricas da cidade

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João Doria e Gilberto Kassab assinam interesse pelo programa Internet para Todos

João Doria e Gilberto Kassab assinam interesse pelo programa Internet para Todos

Ricardo Fonseca/Flickr Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, e o prefeito de São Paulo, João Doria, assinaram nesta segunda-feira (26) um protocolo de interesse para que o município de São Paulo possa aderir ao Internet para Todos. O programa federal tem como objetivo democratizar o acesso à informação e ampliar a rede de conectividade de todo o país.

Em São Paulo, a intenção é implementar o programa em regiões periféricas. Segundo a prefeitura, o programa vai oferecer conexão a preços reduzidos, pois as empresas credenciadas terão isenções de impostos. Com isso, a população que mora nesses locais poderá contratar planos de acesso à internet mais baratos.

A prefeitura também planeja ampliar os pontos de internet gratuitos espalhados pela cidade, que atualmente são 120, espalhados em parques e praças. A meta é levar o serviço a locais como bibliotecas, centros esportivos, pontos turísticos e UBS (Unidades Básicas de Saúde).

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Segundo o ministro Gilberto Kassab, a parceria será estendida a todos os municípios do país. “É um dos maiores investimentos do governo do presidente [Michel] Temer: R$ 3 bilhões estão sendo investidos no programa do satélite e que vai permitir levar conectividade a todas os locais do Brasil”.

“Esse programa permite que toda a cidade de São Paulo, gradualmente, mas de forma acelerada, possa ter essa acessibilidade. Fará com que São Paulo seja a primeira grande cidade brasileira a estar completamente conectada”, disse João Doria.

Satélite

As conexões do programa Internet para Todos são feitas por meio do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, que está em órbita desde maio de 2017 e tem previsão de 18 anos de vida útil.

Primeiro satélite geoestacionário brasileiro de uso civil e militar, o equipamento possibilita convênios com as prefeituras para acesso à internet, monitoramento das fronteiras pelo Ministério da Defesa e banda larga em escolas públicas e hospitais.

Os municípios que estiverem interessados em aderir ao programa Internet para Todos devem se inscrever no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Cabe a cada prefeitura indicar as localidades passíveis de atendimento e assinar o termo de adesão. “Cada localidade apontada por qualquer prefeitura do Brasil, imediatamente o governo federal, por meio da Telebrás, levará a sua antena com atuação mínima em um raio de 2 quilômetros”, afirmou Kassab.

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“Já no mês de maio, começaremos a implantar as primeiras antenas. A capacidade de implantação de antenas por todo o país é estimada, nesse início, em 200 antenas por dia e depois será ampliada. Não podemos perder um dia de operação desse satélite, que tem 18 anos de vida útil. A cada dia que perdemos dessa capacidade é qualidade de vida que deixamos de oferecer ao povo brasileiro e receita que deixa de entrar nos cofres públicos”, acrescentou o ministro.

Parceria para descarte de lixo eletrônico

A prefeitura de São Paulo também firmou nesta segunda-feira (26) uma parceria com o Movimento Greenk para o descarte de lixo eletrônico, como computadores, notebooks, celulares, tablets, monitores e equipamentos de pequeno porte como impressoras. Esses materiais serão enviados aos Centros de Recondicionamento de Computadores, que integram um programa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Segundo a prefeitura, esta iniciativa não terá custo para a cidade pois os 15 postos de coleta (14 em parques municipais e um na prefeitura)  serão patrocinados pelo Principado de Mônaco, que apoia iniciativas sustentáveis. Os equipamentos descartados que ainda têm condições de uso serão destinados a projetos de inclusão social em escolas. Os demais serão descartados conforme normas de logística reversa.

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