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"Não era para ela ter levado meu filho lá", diz pai de motoboy que morreu após defender mulher em Perdizes

Júlio César Galvão se envolveu em briga e foi baleado; enterro será nesta sexta-feira

São Paulo|Do R7

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Zelador fugiu após balear motoboy; polícia procura suspeito
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Luiz Galvão, pai de Júlio César Galvão, morto após uma discussão na tarde de quinta-feira (9), declarou que o filho estava no lugar errado. Júlio César foi com a mulher, Kátia Gonçalves, de 28 anos, até o prédio em que o zelador Francisco da Costa trabalha para esclarecer assédios praticados por Costa contra a jovem. Porém, o encontro terminou em briga e Júlio César foi baleado e morreu a caminho do hospital.

Nesta sexta-feira (10), Luiz Galvão declarou que a nora não deveria ter levado o filho para tirar satisfação com o zelador. 


— Não era para ela ter levado ele lá. Não era o lugar dele. O Júlio era uma criança, não tinha maldade. 

No entanto, Kátia disse à polícia que o marido fez questão de esclarecer com Costa os assédios que ele cometia. O corpo de Júlio César será enterrado no Cemitério do Jaraguá e está previsto para as 14h desta sexta-feira. 


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O caso foi encaminhado para o 23º Distrito Policial. Segundo o delegado titular, Lupércio Antonio Dimov, além dos policiais militares dois vizinhos já foram ouvidos. Eles contaram que após o crime, Costa fugiu em um carro de cor prata. Disseram também que as cantadas do zelador em Kátia eram diárias e que ele teria, inclusive, conseguido o número do celular dela e estava mandando várias mensagens.

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