No aniversário de 140 anos do TJ-SP, presidente defende cultura da pacificação
Cerimônia foi marcada por concerto da Orquestra Bachiana Filarmônica Sesi-SP
São Paulo|Do R7*

O presidente do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), José Renato Nalini, defendeu o estímulo à conciliação como forma de atenuar o excesso de trabalho dos juízes no Estado. Durante cerimônia em comemoração ao aniversário de 140 anos do Tribunal, nesta segunda-feira (3), Nalini falou sobre a necessidade de se buscar alternativas ao processo convencional, a fim de disseminar a cultura da pacificação.
— Estimular a conciliação, a mediação, a negociação, a arbitragem e outras estratégias tem um componente que supera a meta de atenuar a excessiva e aparentemente invencível carga de trabalho dos juízes. É o aspecto ético, superior ao da lide convencional, por oferecer aos interessados o exercício da autonomia da vontade.
Nalini também falou sobre o número de ações em andamento no Judiciário paulista e defendeu um aumento de produtividade.
— Quantos milhões de seres humanos estão hoje a depender de respostas dos julgadores? Produtividade é a meta [...] Produtividade, nesta era, significa eficiência. Responder à pretensão de forma objetiva e célere é o dever de todos nós, servidores da população. Ela confia no Judiciário e o procura, insistente e incessantemente, para solucionar as questões que a afligem.
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Pela primeira vez, o aniversário do TJ-SP foi marcado por atividade cultural: um concerto com o maestro e pianista João Carlos Martins e a Orquestra Bachiana Filarmônica Sesi-SP, realizado na Sala São Paulo. O repertório contou com músicas de Mascagni, Haydn, Beethoven, Mozart, Piazzolla e Morricone. No evento, o CSM (Conselho Superior da Magistratura) tomou posse.
O governador Geraldo Alckmin, que compareceu à celebração, destacou a importância de um poder Judiciário independente.
— Um Poder Judiciário independente garante às pessoas que as decisões se baseiem nas leis e na Constituição, e não na mudança do poder político ou por outras formas. O TJ-SP faz 140 anos envolto em projetos audaciosos e necessários, com a pujança e a perspectiva de progresso que sempre lhe foram característicos.
Ao encerrar seu discurso, Alckmin falou sobre o perfil da nova gestão do TJSP.
— Comandar o Judiciário paulista é como comandar uma nação. Administrar esse quadro é um desafio restrito a um estadista. Pelos seus atributos e predicados, tenho certeza de que à frente do Tribunal de Justiça de São Paulo o presidente Renato Nalini atuará como um estadista, conduzindo-o de forma serena, inteligente e progressista.
Antes da apresentação musical, os desembargadores integrantes do CSM no biênio 2014/2015 assinaram o livro de posse: José Renato Nalini (presidente), Eros Piceli (vice-presidente), Hamilton Elliot Akel (corregedor-geral da Justiça), José Gaspar Gonzaga Franceschini (decano), Artur Marques da Silva Filho (presidente da Seção de Direito Privado), Ricardo Mair Anafe (presidente da Seção de Direito Público) e Geraldo Francisco Pinheiro Franco (presidente da Seção de Direito Criminal).
Além de grande número de integrantes da Magistratura, também prestigiaram o evento componentes do Ministério Público, da Advocacia, da Defensoria Pública e da Procuradoria Geral do Estado; representantes dos poderes Executivo e Legislativo; policiais e militares; acadêmicos, jornalistas, escritores e músicos; servidores públicos; familiares e amigos dos empossados.
* Com informações do Tribunal de Justiça














