Coronavírus

São Paulo Número de crianças e adolescentes em UTI Covid sobe 61% em SP

Número de crianças e adolescentes em UTI Covid sobe 61% em SP

Dados da Secretaria Estadual de Saúde apontam que internados com menos de 18 anos saltaram de 106 para 171 em dois meses

  • São Paulo | Fabíola Perez, do R7

Em dois meses, cresce 61% o número de crianças e adolescentes com até 18 anos em UTI Covid

Em dois meses, cresce 61% o número de crianças e adolescentes com até 18 anos em UTI Covid

Reprodução/Record TV

O número de crianças e adolescentes com menos de 18 anos internados em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) acometidos com Covid-19 aumentou 61% em São Paulo em dois meses. O dado foi confirmado pelo governador João Doria (PSDB), durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (19), no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista.

O número saltou de 106 crianças e adolescentes com menos de 18 anos, no dia 15 de novembro, para 171 pessoas com essa faixa etária internadas em UTIs, em janeiro desse ano. "É indispensável a imunização e a proteção dessas crianças, que passam a ser protegidas, Só no ano passado, perdemos 92 crianças por Covid das 2.500 que internaram de formas graves", ressaltou o secretário estadual de saúde, Jean Gorintchteyn.

"Poderíamos ter iniciado mais cedo essa vacinação pelo Ministério da Saúde, ao invés de ficar discutindo, protelando, promovendo audiências e outras inutilidades quando os especilistas em pediatria infantil recomendavam a imediata vacinação", disse Doria em relação ao início da vacinação infantil no país. 

Segundo o governo, o Instituto Butantan tem 15 milhões de doses da Coronavac prontas e disponíveis para a vacinação de crianças da faixa etária de 5 a 11 anos. "Isso nos permitirá em São Paulo e em outros estados, vacinar rapidamente com a 1ª dose toda a quantidade de crianças que compõem essa faixa etária em até três semanas", disse o governador. "Nossa capacidade é vacinar a totalidade de crianças em São Paulo e disponibilizar 5 milhões para o Ministério da Saúde e para os demais estados."

O presidente do Butantan, Dimas Covas, explicou que uma vez que a CoronaVac for aprovada o processo de distribuição terá início. Caso o imunizante seja aprovado pela Anvisa para o uso em crianças, o processo de vacinação em São Paulo começa "imediatamente", segundo informou o governador. "Temos toda a estrutura pronta para levar a vacina a todos os 645 municípios", disse Regiane de Paula, coordenadora do Programa Estadual de Imunização.

Gorintchteyn explicou ainda que, segundo estudos científicos, as crianças ainda não precisam da 3ª dose de reforço para Covid. Dimas Covas reforçou que a resposta imune em crianças é superior à observada em adultos. "Nesse momento, os dados que temos, inclusive com a variante Ômicron, são muito positivos."

A taxa de ocupação do Estado está em 54,17% e a Grande São Paulo, 60,58%. Segundo o secretário de saúde, existem 2.842 internados hoje nas UTIs. No pico da 1ª onda, foram 6.500 internados e no auge da 2º onda, somente nas UTIs, foram 13.150 pessoas internadas. "Isso é resultado da vacinação. Temos visto que uma população que não está vacinada, mais vulnerável, menores de 17 anos, tem tido uma elevação significativa de quase 61% de novembro a janeiro", afirmou Gorintchteyn.

O coordenador do Comitê Científico de Covid-19, João Gabbardo, afirmou que São Paulo vive hoje um paradoxo com o aumento das internações em unidades hospitalares. "Os pacientes que procuram as unidades com sintomas vão para casa porque raramente precisam internar. É muito diferente do que vimos no ano passado", disse. "O que estamos vendo hoje é que a vida continua normalmente e as pessoas internam por outras razões."

Segundo ele, no momento que o paciente testa positivo para Covid-19, a internação é creditada à doença, uma vez que a pessoa precisa permanecer em isolamento. "Esse aumento das internações hospitalares está ocorrendo em decorrência de pessoas que foram internadas por outros fatores e foram testadas por Covid. Isso é importante para entender esse movimento tão grande nas unidades hospitalares."

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