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Obras na Cunha Gago interditam trechos da rua há mais de ano e causam transtornos a lojistas

Comerciantes registram queda de 20 a 50% no faturamento e relatam que movimento não voltou

São Paulo|Daia Oliver e Ana Ignacio, do R7

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Obras na rua Cunha Gago interditam trechos da via
Obras na rua Cunha Gago interditam trechos da via Daia Oliver

Desde o início de 2012, lojistas e moradores da rua Cunha Gago, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, passaram a conviver com grandes crateras na via. No dia 26 de abril do ano passado, o R7esteve no local e constatou que uma obra ocupava quase metade da via, entre as ruas Cardeal Arcoverde e Teodoro Sampaio.

Hoje, quase um ano depois, a rua continua parcialmente interditada, conforme constatou o R7 na última quarta-feira (10). Obras da Operação Urbana Faria Lima tomam conta da região do Largo da Batata há mais de dois anos. Segundo lojistas da região, mesmo nos trechos em que as obras já foram finalizadas, o movimento do comércio não retornou e há quem registre queda de 20% a 50% no orçamento.


João Honório Santos Neto tem uma lanchonete onde as obras já estão prontas. Ele conta que durante o período de reforma, o movimento caiu muito, "estava tudo interditado, nem as pessoas passavam, a calçada estava esburacada".

— O dono do imóvel não quis saber, continuou cobrando o mesmo valor do aluguel. Sem faturar praticamente nada, para mim foi muito horrível. Agora, com as obras concluídas, está melhorando, mas sentimos o reflexo com a interdição dos outros trechos. Recentemente, fecharam um pedaço da rua dos Pinheiros com a Cunha Gago, e o movimento caiu mais um pouco.


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Conceição Aparecida de Jesus, gerente de loja de plotagem, também relata que, mesmo depois de tanto tempo, as obras ainda trazem transtornos para a loja, pois os clientes não conseguem estacionar na região, o que diminuiu o número de atendimento da loja.


— Eles deram uma previsão de 45 dias no ano passado [para terminar]. Eles abrem coisas que eles já fecharam, não termina nunca.

De acordo com a SPObras (Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras), os trabalhos na região começaram em janeiro deste ano. No entanto, apuração do R7 e relatos dos comerciantes indicam que as interdições e buracos começaram bem antes.

Fábio de Lucena Bellan, proprietário de uma loja de artigos para skate, confirma que as obras começaram no ano passado com o trabalho nas calçadas.

— Foi horrível, eles colocaram uns tapumes e as pessoas passavam espremidas, de um em um. Levantava muita poeira e tínhamos de varrer a loja umas três vezes por dia, as roupas ficavam sujas. Agora começaram as obras da rua e está sendo ruim, a gente acaba perdendo, com o movimento, por volta de 20% a 30% [de faturamento]. Esperamos que depois da reforma melhore.

Deise Marques, gerente de uma loja de roupas, também conta que em um ano de obras o movimento caiu bastante.

— Graças a Deus as vendas se mantiveram porque estamos vendendo por telefone ou e-mail. Se dependesse do movimento da loja, seria 50% a menos. Tem muita gente que passa na região e pensa que a loja está fechada. Não tem nenhum aviso ou placa dizendo que o comércio está em funcionamento.

Obras

Entre os objetivos da Operação Urbana Faria Lima, está a reurbanização das ruas de Pinheiros com a instalação de novo sistema de iluminação pública, além da renovação do pavimento e substituição dos pisos das calçadas por placas de granito. A SPObras informou também que as redes aéreas de telefonia, iluminação pública, transferência de dados e as redes de água e esgoto estão sendo enterradas.

De acordo com o Consórcio Largo da Batata, responsável pela execução das obras no bairro, a previsão é que os trabalhos na rua Cunha Gago terminem no final de maio. Atualmente a via está interditada entre a rua Cardeal Arcoverde e a rua Coropés, e entre as ruas Teodoro Sampaio e Sebastião Gil.

Segundo a SPObras, os trabalhos na Cunha Gago foram desmembrados em dois trechos: o primeiro, entre a rua dos Pinheiros e Teodoro Sampaio, segundo a secretaria, teve as obras iniciadas em 28 de janeiro deste ano e a previsão era de que os trabalhos durassem 60 dias. A SPObras esclarece que o atraso se deve às chuvas ocorridas no período e a necessidade de dividir o trecho "em três etapas de obras, em consideração às necessidades de estacionamentos dos moradores e comércio local, de maneira a minimizar os impactos negativos das intervenções".

O segundo trecho das obras, entre a rua Cardeal Arcoverde e rua Coropés, começou no dia 25 de fevereiro e também tem prazo de 60 dias para ser finalizado. No entanto, a secretaria informou que "de maneira similar ao trecho um, também administramos atrasos na execução dos serviços na ordem de um mês".

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