ONG resgata cachorro pitbull queimado vivo na cidade de Limeira

Entidade informou, por meio de suas redes sociais, que a situação do animal é grave, com queimaduras no rosto, nas costas e nas patas 

Cachorro tem queimaduras no rosto

Cachorro tem queimaduras no rosto

Divulgação/ALPA Limeira

Um cachorro da raça pitbull foi resgatado por uma ONG neste sábado (17) após ter sido enrolado em um cobertor e queimado na cidade de Limeira, no interior de São Paulo.

O resgate foi feito pela ALPA (Associação Limeirense de Proteção aos Animais), que informou, por meio das redes sociais, que a situação do animal é grave, com queimaduras no rosto, nas costas e nas patas. Os rins também se apresentam comprometidos. 

"Neste momento, ele está medicado para suportar a dor e sob observação em relação aos rins. Por ora, não há necessidade de intervenção cirúrgica, mas o cão recebeu uma sonda para poder urinar", afirma Cassiana Fagoti, porta-voz da ALPA, em entrevista ao R7

A organização relata que o cachorro — agora chamado de Titan — foi salvo durante a madrugada após uma denúncia. Pouco antes, um morador da área havia despejado um balde d'água sobre o bicho e conseguiu controlar o fogo. "Pelo porte, ele é jovem — tem idade de um a dois anos", diz a porta-voz da ONG. Cassiana acrescenta que Titan está consciente e é dócil, sem ter demonstrado resistência aos cuidados dos veterinários. 

Ajuda da população

Para identificar o autor do crime, a ALPA pede ajuda da população. "Será feito um boletim de ocorrência e testemunhas serão ouvidas. No local, não há câmeras de segurança, mas será feita uma varredura na região" para "encontrar imagens e outras informações". 

Até o início da tarde deste sábado, Cassiana aponta que a organização ainda não recebeu nenhuma denúncia relativa ao caso.

Titan recebe cuidados para queimaduras

Titan recebe cuidados para queimaduras

Divulgação/ALPA Limeira

"Percebemos que ele é um cão magro para a idade e a raça, então pode ser que já fosse vítima de maus-tratos há algum tempo. Ou pode ser que estivesse doente e o responsável pensou que a saída fosse essa. Quando é um animal sem dono, que costuma circular pela rua, a população aciona o Centro de Controle de Zoonoses — e não atira fogo", finaliza.