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Operação da Polícia Federal prende empresário em Ribeirão Preto (SP)

Edmundo Gorini é acusado de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, entre outros crimes

São Paulo|Do R7

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A Polícia Federal em Ribeirão Preto (SP) prendeu, na noite de segunda-feira (17) o empresário Edmundo Rocha Gorini, fundador da empresa Smar, uma das maiores fornecedoras de equipamentos de alta tecnologia para automação industrial do País, a qual tem entre os clientes gigantes do setor de etanol, energia, petróleo e gás, como Petrobras, Cosan, Duke Energy e Pemex. Gorini estava foragido desde 17 de dezembro e foi preso por dois agentes da PF que faziam campana na casa dele, num bairro de alto-luxo na cidade do interior de São Paulo.

A operação levou o nome de "Califórnia Brasileira" como alusão à cidade do interior do Estado, onde o empresário foi preso. Segundo o delegado-chefe da PF em Ribeirão Preto, Lindinalvo de Almeida Filho, Gorini era considerado o "procurado número um" pela polícia e integra um grupo de sócios e ex-sócios da companhia que é acusado de vários crimes, entre eles formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação fiscal na importação e exportação de equipamentos. De acordo com a PF, a organização criou cerca de 30 empresas no Brasil e em 13 países, inclusive offshores, e teria desviado R$ 1,6 bilhão em 30 anos. O delegado explicou como aconteceu a dentenção.


— O empresário chegou em casa por volta das 22h30 e saiu às 23h30 em seu carro. Dois policiais interceptaram o veículo, solicitaram a identificação e ele, apesar de reluta, disse quem era e foi preso.

Gorini foi encaminhado à sede da PF de São Paulo após o interrogatório, no qual permaneceu em silêncio. Ele tem prisão preventiva decretada e pode permanecer na cadeia até uma sentença do juiz. Almeida Filho disse que a investigação deverá continuar. 


— O empenho agora está em prender o restante da quadrilha e já comunicamos a Interpol. Enquanto não prendemos todos os diretores da empresa procurados, a polícia não cessará a diligência.

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Os nomes seguem mantidos em sigilo por determinação judicial. No entanto, a advogada do empresário, Maria Cláudia de Seixas, afirmou que já impetrou pedidos de habeas corpus na Justiça Federal em São Paulo e em Brasília.

— Ele estava foragido por conta do mandado de prisão. Estamos impetrando habeas corpus e é isso que eu posso relatar porque o processo é sigiloso.

Segundo a PF, as investigações da polícia em conjunto com a Receita Federal, duram desde 2011 e foram iniciadas pela Procuradoria Federal em Ribeirão Preto. Durante as diligências, no ano passado a polícia prendeu em flagrante funcionário da Smar pela prática do crime de contrabando e descaminho, ao ingressar no País com componentes eletrônicos sem pagamento de tributos.

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