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Paciente que se matou após atentado contra médico urologista do Sírio-Libanês foi operado de graça

Daniel Forti era solteiro, não tinha filhos e morava com a mãe. Ele foi enterrado nesta quarta-feira (17) no Cemitério Israelita do Butantã, em São Paulo

São Paulo|Do R7

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PM em frente ao Sírio-Libânes; no detalhe acima, o urologista Mitre, que sofreu atentado e está internado; abaixo, o paciente Forti. Ele se matou
PM em frente ao Sírio-Libânes; no detalhe acima, o urologista Mitre, que sofreu atentado e está internado; abaixo, o paciente Forti. Ele se matou

A cirurgia investigada pela Polícia Civil de SP como possível motivação para o atentado cometido na tarde de anteontem (15) pelo ex-médico do trabalho Daniel Edmans Forti, 52 anos, contra o urologista Anuar Ibrahim Mitre, 65 anos, foi feita gratuitamente para o paciente.

Depois de atirar contra a cabeça, braços e nas costas do seu médico, Daniel Forti se matou com um tiro na cabeça. O crime aconteceu no Medical Center, um prédio na frente do Hospital Sírio-Libanês.no bairro da Bela Vista, região central de São Paulo.


Daniel Forti foi enterrado nesta quarta-feira (17) no Cemitério Israelita do Butantã, na zona oeste de São Paulo. Ele era solteiro, não tinha filhos e vivia com a mãe.

O atentado, de acordo com a investigação policial, pode ter sido motivado pelo descontentamento de Daniel Forti com o resultado da cirurgia feita por Mitre. O paciente acreditava que a cirurgia havia lhe causado impotência sexual e também incontinência urinária.


A informação de que a cirurgia em Daniel Forti passada à Polícia Civil por parentes do ex-médico. Segundo eles, a operação na uretra de Forti foi feita como uma espécie de cortesia entre médicos. A mãe de Daniel Forti, uma corretora de imóveis, foi quem conseguiu fazer o contato com Mitre para que ele operasse o filho.

Mitre é professor associado de urologia da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e vice-diretor clínico do Hospital Sírio-Libanês, onde passou por cirurgia na neurológica e ortopédica e está internado em estado estável, segundo boletim médico.


De acordo com amigos de Daniel Forti relataram à polícia, ele sofria atualmente com um quadro profundo de depressão, causada principalmente pela impotência sexual e incontinência urinária.

Ao atacar Mitre, ele estava com um revólver calibre 38, com o qual ele atirou cinco vezes, uma pistola 6.35, não utilizada e com sete cartuchos intactos, e também com uma faca de cozinha. As duas armas estavam registradas em nome do ex-médico.


Durante anos, Daniel Forti atuou como médico do trabalho no Rio de Janeiro, onde sofreu um acidente que o deixou com problemas na uretra. Lá, ele foi operado uma primeira vez e, como não obteve o resultado esperado, sua mãe conseguiu fazer com ele fosse novamente operado, dessa vez por Mitre.

Quando voltou para São Paulo, onde nasceu, Daniel Forti também transferiu seu registro no CRM (Conselho Regional de Medicina) do Rio de Janeiro. Atualmente, seu registro de médico estava cancelado, segundo o CRM de São Paulo.

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