São Paulo PF faz operação contra fraude no seguro-desemprego em SP

PF faz operação contra fraude no seguro-desemprego em SP

Duas pessoas foram presas em flagrante na Penha por possuírem mais de 1.600 documentos falsos ou em branco, como RG e Carteiras de Trabalho

PF faz operação contra fraude no seguro-desemprego em SP

PF faz operação contra fraude no seguro-desemprego em SP

PF faz operação contra fraude no seguro-desemprego em SP

Divulgação Polícia Federal de São Paulo

A PF (Polícia Federal) deflagrou na quinta-feira (20) a operação Mendacium para desarticular uma organização criminosa voltada para a prática de fraudes no recebimento do seguro-desemprego. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo e Taboão da Serra.

Duas pessoas foram presas em flagrante num escritório de contabilidade no bairro da Penha por possuírem consigo mais de 1.600 documentos falsos ou em branco, como espelhos de RG e Carteiras de Trabalho.

A ação contou com o apoio do Ministério do Trabalho e da Caixa Econômica Federal.

O inquérito policial iniciou-se na cidade de Presidente Prudente em outubro de 2017, quando um trabalhador desempregado procurou a PF para relatar que não havia conseguido retirar seu seguro-desemprego porque alguém já o havia recebido.

Cerca de 300 empresas fictícias foram criadas pelos investigados para possibilitar o recebimento de mais de nove mil benefícios de seguro-desemprego fraudulentos. Segundo os autos, mais de R$ 9 milhões já foram sacados.

PF apreendeu documentos

PF apreendeu documentos

Divulgação Polícia Federal de São Paulo

Num escritório em São Paulo, no bairro da Penha, duas pessoas foram presas em flagrante. No local foram apreendidos 800 carteiras de trabalho em branco, 800 espelhos de RG de diferentes Estados do Brasil. Também foram apreendidos R$ 472 mil em espécie, apetrechos para falsificação de documentos e documentos falsos já preenchidos.

Em nota, a PF informa que trabalha agora para identificar os beneficiários dos benefícios, seu envolvimento com o grupo investigado e também a origem dos documentos apreendidos, se são verdadeiros, desviados de instituições legítimas, ou falsos.

Os presos foram encaminhados ao sistema prisional estadual, onde permanecerão à disposição da Justiça Federal. Eles responderão pelos crimes de estelionato, organização criminosa e corrupção ativa.