São Paulo PF faz operação contra suspeitos de fraudes ao INSS de Campinas (SP)

PF faz operação contra suspeitos de fraudes ao INSS de Campinas (SP)

Foram cumpridos dois mandados de busca nas residências dos investigados. Prejuízo é estimado em mais de R$ 2 milhões

  • São Paulo | Do R7

Foram cumpridos dois mandados de busca nas residências dos investigados

Foram cumpridos dois mandados de busca nas residências dos investigados

Divulgação/Polícia Federal - 30.06.2022

A PF (Polícia Federal) deflagrou na manhã desta quinta-feira (30, a Operação Custo Maior, para aprofundar as investigações sobre irregularidades na concessão e estrutura de consultoria de atendimento por atravessadores a segurados do INSS em Campinas, no interior de São Paulo.

As investigações envolvem também o Ministério Público Federal e a Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista do Ministério do Trabalho e Previdência em conjunto com o INSS.

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela 9ª Vara Federal em Campinas, nas residências dos investigados que, atualmente, moram em São Paulo.

Durante a apuração, foram identificados 13 novos benefícios com ações de atravessadores e que foram pagos pelo INSS, somando mais de R$ 2 milhões de prejuízo à União.

"Estima-se que a investigação e a cessação dos 13 benefícios identificados evitaram o prejuízo à União próximo a R$ 9.160.000,00", informou em nota a PF.

Investigação

As ações estão baseadas em análises de materiais apreendidos na operação Custo Previdenciário, realizada em 28 de agosto de 2018, em Campinas. A apuração demonstrou que havia mais pessoas envolvidas e não identificadas que se relacionavam diretamente com o servidor do INSS que já foi demitido e condenado pela Justiça Federal.

As irregularidades e infrações legais constatadas foram: atendimento privilegiado com dispensa de senha ou de comparecimento pessoal quando exigido; reunião externa em finais de semana e períodos noturnos; entrega de documentos fora da agência do INSS; retenção e armazenamento de documento em locais não autorizados; manipulação da agenda; cálculos que não atendem à legislação, além de inserção de informações falsas no sistema da Previdência Social.

Os investigados responderão por inserção falsa no banco de dados e associação criminosa, cujas penas podem chegar a 15 anos de prisão.

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