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Piloto preso por pedofilia pagava mães e avós para abusar de meninas

Criminoso, detido em SP, também pagava às famílias por fotos e vídeos das vítimas

São Paulo|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Piloto foi preso por suspeita de liderar uma rede de exploração sexual de menores em São Paulo.
  • Ele pagava a mães e avós para abusar de meninas, incluindo uma vítima de 8 anos que hoje tem 12.
  • Na operação, outras duas mulheres foram detidas por envolverem suas filhas e netas nos abusos.
  • Polícia identificou dez vítimas até agora, mas acredita que há muitas outras em seus dispositivos.

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Piloto Sergio Antonio Lopes foi preso dentro do avião
Piloto Sergio Antonio Lopes foi preso dentro do avião pela Polícia Civil Divulgação/Polícia Civil de São Paulo/Via Agência Brasil - 09.02.2026

O piloto Sergio Antonio Lopes, preso no aeroporto de Congonhas nesta segunda-feira (9), por suspeita da prática de pedofilia, é o líder de uma rede de exploração sexual de menores, segundo afirmou a polícia de São Paulo em entrevista coletiva nesta manhã.

“Esta é uma investigação que começou há três meses e tudo aponta que ele é o líder, o dono dessa rede de exploração e de pornografia infantil. Ele tinha contato com algumas das vítimas e as levava para motel, com RG de pessoas maiores de idade. Uma delas ele começou a abusar com 8 anos. Hoje ela já está com 12 anos”, contou a delegada Ivalda Aleixo.


Na operação desta segunda, chamada de Apertem os Cintos, também foram presas duas mulheres. Uma delas é uma avó que “vendeu” três netas para o piloto. A outra é uma mãe que também cedeu sua filha ao criminoso. Essa mãe sabia dos abusos e ainda auxiliava o homem, mandando para fotos e vídeos da menina.

“Quando ele tinha contato físico com essas crianças, ele as estuprava. Uma delas está toda machucada. Ele bateu nela semana passada, em um motel”, revelou a delegada.


Para conseguir ter acesso às meninas, o criminoso usava diversos tipos de abordagem e uma delas era entrar em contato direto com as mães e avós das vítimas. Ele afirmava para essas pessoas que gostava de crianças especificamente, embora pudesse se relacionar com as mulheres para chegar às menores.

Quando recebia fotos e vídeos de suas futuras vítimas, ele fazia pagamentos às responsáveis de R$ 30, R$ 50 e R$ 100. Ele também comprava medicamentos para a família, pagava aluguéis e chegou a comprar um aparelho de TV.


Até o momento, dez vítimas foram identificadas pela polícia mas, segundo os investigadores, há dezenas de outras que aparecem em fotos e vídeos no celular do piloto. A maior parte delas têm entre 12 e 13 anos.

Prisão no aeroporto

Segundo a polícia, o suspeito foi preso dentro do avião no aeroporto de Congonhas porque foi a maneira mais rápida de saber onde ele estaria. Devido à rotina de piloto, havia dificuldade de encontrá-lo em sua casa, que fica na cidade de Guararema, na Grande São Paulo. “Optamos por pedir a escala dele para a empresa e aí identificamos que faria um voo hoje. Ele já estava lá, dentro do avião”.


O homem afirmou à delegada que é casado pela segunda vez e tem filhos de seu primeiro casamento. A atual esposa, uma psicóloga, foi até a delegacia onde está o homem e se mostrou horrorizada. Segundo a delegada Ivalda, ela não tinha conhecimento das práticas criminosas do marido.

A polícia continua investigando o caso e vai entrar em contato com as outras vítimas.

A RECORD tenta localizar as defesas dos acusados. O espaço está aberto para manifestação.

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