PM ainda busca acordo para evitar atos simultâneos na Paulista

Secretaria da Segurança Pública quer que organizadores de atos pró e contra o governo façam atos em dias diferentes neste fim de semana

Protestos no domingo passado terminaram em confronto com a PM

Protestos no domingo passado terminaram em confronto com a PM

Taba Benedicto/Estadão Conteúdo - 31.5.2020

Integrantes da segurança pública do governo de São Paulo farão uma nova reunião, na tarde desta sexta-feira (5), com organizadores de atos previstos para domingo (7) na avenida Paulista. O objetivo é evitar que manifestantes pró e contra o governo Bolsonaro estejam no mesmo local.

A determinação de que os grupos antagônicos não poderiam se manifestar no mesmo local e data foi dada pelo governador João Doria na segunda-feira, após confrontos no domingo passado.

No entanto, após um encontro com lideranças dos atos e representantes do Ministério Público e da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a Secretaria de Estado da Segurança Pública decidiu fazer uma segunda reunião, às 15h30, já que não houve acordo.

"Estaremos com o dispositivo pronto para atuar no sábado e no domingo, exatamente buscando que os grupos que são antagônicos — um grupo pró-governo Bolsonaro, um grupo contra o governo Bolsonaro — atuem em dias separados. Tudo isso visando a segurança das pessoas", disse o secretário da Segurança Pública, João Campos.

Campos afirmou que a Polícia Militar vai "filmar tudo em tempo real" para "identificar e agir contra pessoas ou grupos que tentem impedir o uso desse direito constitucional [de manifestação]".

"Faremos, sim, revistas criteriosas para impedir que pessoas levem ao local da manifestação objetos que possam causar danos em outras pessoas. Tudo será acompanhado em tempo real pelos comandantes no asfalto, pelo comandante-geral, por mim, pessoalmente, e pelo secretário-executivo da Polícia Militar no Copom. Estaremos o tempo todo ali", acrescentou Campos.